Argentina reduz ainda mais produção de soja

13 Mar 2018 Fonte: AGROLINK Agricultura e Pecuária
 Argentina reduz ainda mais produção de soja

Argentina reduz ainda mais produção de soja

O relatório de acompanhamento semanal das culturas, elaborado pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) reduziu em mais 2,0 milhões de toneladas a sua estimativa de produção de soja da Argentina para o período 2017/18. Agora está projetada em 42 milhões de toneladas (contra 47 MT estimadas pelo USDA no mesmo dia), o que significa uma quebra de 15,5 MT em relação às 57,5 MT da safra anterior. 

“Esta quebra, no entanto, está sendo parcialmente compensada com os grandes estoques finais da safra anterior e as compras de soja do Paraguai, que mantém o nível de esmagamento das indústrias esmagadoras do país e o fornecimento de farelo no mercado internacional em níveis quase estabilizados”, explica o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco.
 
“Teremos que esperar mais 30 dias para saber se o USDA vai reconhecer uma quebra adicional de 5MT da safra argentina, para vermos novos movimentos do mercado. Pela queda das cotações desta sexta-feira, aparentemente o mercado tinha precificado demais esta quebra e recuou”, aponta ele. 

De acordo com a Consultoria AgResource, pela primeira vez neste ano os mapas climáticos para a Argentina trazem índices pluviométricos acima dos 40 mm acumulados para a região Les­te do país: “Tais precipitações poderão influenciar nas produtividades de algumas regiões plantadas com soja tardia. No entanto, a grande maio­ria da safra argentina já entra em estágios de reprodução avançada com tais chuvas podendo ser tarde demais para qualquer alívio do estresse vegetal”. 

Segundo a ARC, esta rodada de precipitações chega por volta do dia 15-16 de março: “Um novo evento com índices pluviométricos expressivos tam­bém é previsto a partir do dia 19 deste mês, no entanto com uma área de cobertura mais concentrada ao Norte e Nordeste da Argentina. No Brasil, as chuvas continuam intensas sobre Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e todo a região do MATOPIBA nos próximos 10 dias, pelo menos”.