Associado da C. Vale - Herança que tem sabor

16 Mai 2018 Fonte: Assessoria C. Vale Agricultura e Pecuária
João Vitor (de camiseta), Janete, João Carlos, Henrique e a esposa Gabriela: unidos no lanche da tarde

João Vitor (de camiseta), Janete, João Carlos, Henrique e a esposa Gabriela: unidos no lanche da tarde

O amor, a dedicação e o profissionalismo são heranças repassadas há várias gerações entre os Deitos e Mattoso, de Amambai, Mato Grosso do Sul. Eles cuidam da terra e o que brota dela como se estivessem zelando um pelo outro. O preço não é medido em moeda corrente, mas em valores incalculáveis deixados pelos pais e avós. "Trabalhamos duro para sermos uma família em todos os sentidos", reforça Janete Deitos Mattoso.

Ela e o marido João Carlos Rocha Mattoso foram cultivados em solo fértil. Tanto os pais como os sogros de Janete sempre trabalharam como produtores rurais. Regado a muito suor, os frutos e as áreas foram se multiplicando. Hoje, o casal e os filhos Henrique Luiz, de 22 anos, e João Victor, de 14 anos, administram, com perfil empreendedor, os mais de 1.300 hectares de terra onde produzem grãos e criam gado de corte. Na sede da Fazenda São Carlos, em Aral Moreira e a 25 quilômetros de Amambai, vive um semipovoado. São quatro casas habitadas pelos filhos e netos dos primeiros funcionários que trabalharam com os pais de João Carlos, no início das atividades agrícolas em Mato Grosso do Sul. "Tudo que gira em torno de nós vem de uma sucessão natural", conta Janete.

Outra herança repassada pelos Mattoso foi o casamento precoce. Janete e João Carlos se uniram muito novos. Esse exemplo já foi seguido pelo filho Henrique que, há um ano, se casou com Gabriela. Eles vivem na mesma casa em que os pais iniciaram a vida a dois. "Desde os 15 anos eles namoram. São muito lindo juntos", brinca Janete, revelando que perdeu o poder de argumentação por também ter se casado muito nova, aos 17 anos.

A vida no campo não tem rotina. A integração agricultura e pecuária mobiliza todo mundo. São 500 cabeças de gado de corte e 960 hectares de lavoras para cuidar, além de uma área arrendada. Nas proximidades das casas há horta, pomar e pequenas criações de ovelha, galinha e gado que produz leite para o consumo das famílias. Janete e João Carlos vivem com o filho mais novo na cidade, mas não tiram os pés da fazenda. "Toda a energia positiva vem deles e de lá", afirma a mãe coruja. Na cooperativa, a família encontrou segurança para fazer bons negócios e receber orientações técnicas. "Temos um relacionamento ótimo e muito forte", resume Janete, revelando que ela, o marido e o filho são sócios da C.Vale.

Prendada, Janete revela que gosta muito de cozinhar. Não abre mão de preparar, diariamente, as refeições da família. Como tudo na vida dos Mattoso tem um forte laço afetivo, volta e meia, ela prepara uma receita herdada da sogra, a dona Arminda, que é a Sopa Paraguaia de Milho Cateto. "Geralmente sirvo como café da tarde quando eles chegam da fazenda. Meu marido gosta muito". Comunicativa, Janete contou com muito bom humor, uma história vivenciada por ela e pela mãe logo que chegaram a Mato Grosso do Sul. Ao visitar uma vizinha, isso por volta das três horas da tarde, ela disse que serviria uma sopa. "Olhei para minha mãe apavorada e disse: "Mãe sopa a essa hora?". Aí descobri que aqui sopa paraguaia é sopa de cortar, é um bolo", diverte-se ao relembrar a situação, que hoje é saboreada rotineiramente pela família e visitantes. A norinha, a Gabriela, já passou pelo teste. Ela já prepara a receita herdada e repassada por gerações.

Veja reportagem completa na edição de março/abril da Revista C.Vale

http://www.cvale.com.br/revistacvale/marabr18/