BOLETIM AGRO: Preço da soja brasileira podem ter melhora no 2º semestre

3 Abr 2019 Fonte: Agenciadoradio Agricultura e Pecuária
Preço da soja brasileira podem ter melhora no 2º semestre

Preço da soja brasileira podem ter melhora no 2º semestre

A Secretaria de Comércio Exterior divulgou dados que indicam que o Brasil segue atingindo bons resultados na exportação de soja. Só em março, foram mais de 8,9 milhões de toneladas. Na média diária de volume exportado, o resultado subiu das 304,6 mil toneladas para 471,3 mil toneladas. A tendência é que haja melhora no preço do produto no segundo semestre. Quem vai nos explicar o porquê e o que causou esse bom resultado, é Carla Mendes, jornalista do Notícias Agrícolas. Seja bem-vinda, Carla.

“Realmente, esses números impressionam e registram mais um recorde para o Brasil. O que mantém as nossas exportações aquecidas? É a nossa maior competitividade no mercado exterior, com uma melhor qualidade e um preço melhor de soja neste momento. Principalmente para o maior comprador mundial de soja neste momento, que é a China. Uma vez que a guerra comercial com os EUA continua, e portanto, a soja americana segue tarifada em 25% pelos chineses. Então todas as empresas chinesas que precisam comprar soja dos EUA têm esse valor a mais para pagar. E com uma boa oferta que nós temos aqui no Brasil, boa qualidade e preço competitivo, os compradores estão focados aqui. Diante disso, foi exportado no primeiro semestre do ano 17,2 milhões de toneladas, bem acima do mesmo período do ano passado, quando o total ficou pouco acima dos 12,3 milhões. Isso deve gerar uma disputa da demanda para exportação com a demanda interna, os esmagadores, o que pode trazer preços melhores para os produtores no segundo semestre.”

Apesar do desempenho positivo do país, uma importante região produtora está preocupada. Faltando pouco para a colheita total da safra de soja, a estimativa em Ponta Grossa, no Paraná, é que haja uma queda de 10% a 15% na produtividade. O que causou essa queda, Carla?

“Foram todas as questões de adversidades climáticas sentidas pelos produtores de Ponta Grossa. Eles choveram com períodos de falta de chuvas, veranicos, temperaturas bastante elevadas e tudo isso reduziu o potencial de produtividade de Ponta Grossa, que é um dos mais importantes do estado do Paraná quando o assunto é produção de soja e o município tendo uma média de 50 sacas de soja por hectare de rendimento, e isso faz com que as margens de rentabilidade elas empatem com os custos de produção, ou seja, o produtor não deve ter lucro, segundo informações do Sindicato Rural de Ponta Grossa.”