Chuvas em MT, estiagens em MS

10 Mai 2017 Fonte: Cvale Agricultura e Pecuária
Nildo e Nairron Peccin cultivaram 7.500 hectares de soja em Mato Grosso

Nildo e Nairron Peccin cultivaram 7.500 hectares de soja em Mato Grosso

Lavouras de soja do Centro-Oeste do Brasil enfrentaram condições climáticas bastante distintas na safra de soja 2016/17. Para grande parte das plantações de Mato Grosso, choveu na medida certa até o momento de início da colheita. No momento em que o sol era mais necessário, uma prolongada invernada em fevereiro (período de chuvas contínuas), impediu as máquinas de entrar nas lavouras e prejudicou a qualidade dos grãos. Quem conseguiu colher a maior parte da área fora do período de invernada se deu melhor, caso dos irmãos Nildo e Nairron Peccin. Eles cultivaram 7.500 hectares nas fazendas Peccin, em Nova Mutum, e Santa Bárbara, em Santa Rita do Trivelato, ambas no norte do estado. A menor pressão de pragas que no ano passado também contribuiu para que o rendimento médio fosse 32% maior que na temporada 2015/16.

Nildo avalia que os contratos de venda futura permitiram um custo interessante nesta safra. Nairron complementa dizendo que eles vão vender o necessário para cobrir despesas mais imediatas e segurar o restante da produção.

Gaúchos de Três de Maio, eles se mudaram para Chapadão do Céu, Goiás, em 1983 e em 1992 compraram terras em Mato Grosso. Para dar conta da extensa área das duas fazendas, Nildo e Nairron utilizam nove colheitadeiras e mantêm uma equipe de 20 funcionários.

Já em Mato Grosso do Sul, a escassez pontual de chuvas atrapalhou o desempenho das lavouras. Em Dourados, por exemplo, muitas lavouras ficaram 25 sem chuvas em novembro, uma condição oposta à da temporada 2015/16 quando houve perdas por excesso de chuvas. Na safra recém-concluída, a produtividade média no município do sudoeste do estado foi de 45 sacas/hectare. Com tempo mais seco, a ferrugem asiática não chegou a causar maiores problemas e a pressão de pragas também foi baixa. Nas lavouras em que as chuvas foram regulares, como nos mil hectares de Sérgio Yoshinori Watanabe, o rendimento médio foi histórico, alcançando 82 sacas/hectare.


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