Já ouviu falar em antibiótico verde?

15 Mai 2017 Fonte: O presente Agricultura e Pecuária
Já ouviu falar em antibiótico verde?

Já ouviu falar em antibiótico verde?

Artigo escrito por André Maurício Buzato, médico veterinário especialista em Sanidade Suína e gerente Técnico Comercial da Suín Os antibióticos estão amplamente difundidos na Medicina Veterinária, tornando-se um dos principais aliados do veterinário no combate das enfermidades e no controle de diversas infecções. O avanço genético, a maior exigência alimentar, a produção em larga escala e o aumento do número de suínos confimados fizeram da suinocultura a maior cadeia produtora de proteína animal do mundo, em contrapartida, este modelo de produção trouxe consigo diversos desafios sanitários. Os antibióticos contribuem positivamente para a sanidade de todos os rebanhos, e na suinocultura moderna não seria diferente. O uso de antibióticos injetáveis é muito importante para o setor de produção animal, mesmo em um contexto de medicina veterinária populacional, cada vez mais o indivíduo terá mais importância. Recentemente, tem sido discutido o papel dos tratamentos injetáveis como forma de reduzir o uso em massa e intensivo de antibióticos por via oral. Existe uma grande variabilidade na ingestão individual destes antibióticos pelos animais, tanto via ração ou água. Quando empregamos boas práticas na utilização da antibioticoterapia injetável, diminuimos drasdicamente os erros de dosagens e mudamos os parâmetros de avaliação dos resultados, que tinham como foco a média dos lotes, agora tratamos os indivíduos de forma mais precisa, antecipamos e tratamos suínos doentes ou suscetíveis. A consequencia disto é uma redução dos tratamentos populacionais, diminuição dos custos extras com medicações, maior eficiência dos tratamentos, maior facilidade de identificação dos animais medicados e menor riscos de resíduos. Isto é o futuro que já sendo construido hoje, isto é medicina veterinária de precisão contribuindo para a melhoria da sanidade dos rebanhos. Ao analisarmos o atual contexto global, encontramos uma preocupação da sociedade com relação ao uso dos antibióticos na produção de alimentos de origem animal. Na Europa, alguns países, como Dinamarca, Holanda e Bélgica já estão vivendo este processo de restrições a uma série de antibióticos utilizados na produção animal. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já restringiu e proibiu através de ofícios, portarias e instruções normativas, desde 1998 até 2012, uma série de substâncias na alimentação animal, dentro delas diversos antibióticos, caso da avoparcina, arsenicais e antimoniais, cloranfenicol e nitrofuranos, olaquindox, carbadox, violeta genciana, anfenicois, tetraciclinas, beta-lactâmicos (benzipenicilâmicos, cefalosporinas), quinolonas, sulfonamidas sistêmicas, espiramicina e eritromicina. Diante deste cenário, diversas medidas (proibições, restrições e prescrições) já fazem e farão parte do setor de produção animal. E qual é o principal motivo para adotarmos estas medidas? Se fossemos sintetizar em uma única frase, seria a seguinte. Diminuir ou neutralizar os principais riscos para a cadeia alimentar: - risco de resíduos de antibióticos nos alimentos (leite, carne e ovos). - risco de criarmos “super bactérias” altamente resistentes aos antibióticos. - risco de resistência antimicrobiana de determinadas bactérias em humanos e animais de produção. As comunidades cientifíca, veterinária e da saúde pública buscam respostas para diminuir os riscos citados acima através de pesquisas, desenvolvimento de estratégias, tecnologias e conceitos que possam ser aplicados no setor de produção animal. Em 1984, a Organização Mundial da Saúde produziu a primeira resolução chamando atenção para o uso prudente de drogas, incluíndo antibióticos, e em 1998 e 2001 foram lançadas as diretrizes mundiais para combate à resistência antimicrobiana que contemplam estratégicas globais que incluem a saúde humana e a saúde veterinária. O uso prudente, sustentável ou consciente de antibióticos faz parte destas diretrizes que englobam uma série de remendações e atitudes, em que o veterinário é o principal agente transformador no sentido de ordenar, normatizar e adequar o uso de anitibióticos no setor agropecuário. Entre as estratégias globais que estão sendo discutidas, destacamos a estratégia do “Antibiótico (ATB) Verde” que vem de encontro com as principais necessidades dos elos da cadeia alimentar: produtor, indústria, medicina veterinária, saúde pública e consumidor: - Antibióticos eficazes e tratamentos sustentáveis. - Antibióticos que tenham tecnologia e conceitos que diminuam o surgimento de bactérias resistentes. - Antibióticos e tratamentos que diminuam os resíduos nos animais tratados. - Antibióticos e tratamentos que diminuam os riscos para a saúde humana. Na mesma direção da estratégia do “Antibiótico (ATB) Verde”, que arremete a ideia de sustentabilidade e prudência, deparamos com o conceito Sisaab (Antibiótico de Curta Duração e Injeção Única). Este conceito consiste na utilização de um antibiótico com as seguintes características: bactericida, ação rápida, alta concentração e alta biodisponibilidade. Quando lançamos mão deste conceito observamos na prática uma cura rápida do animal com um tempo de exposição mínimo ao antibiótico, de modo que a ação da imunidade natural posse ser privilegiada depois que a infecção seja interrompida. O antibiótico que é utilizado através do Sisaab necessita de toda uma tecnologia em sua fórmula e ter uma terapia baseada na Concentração de Prevenção de Mutação (CPM). A Concentração de Prevenção de Mutação (CPM) tem sido definida como a Concentração Inibitória Mínima (CIM) da cepa mutante menos sensível ou resistente. Isto permite que em pouco tempo o antibiótico atinja a (CIM) e até ultrapasse o (CPM), eliminando tanto as bactérias sensíveis quanto as bactérias resistentes. A administração de marbofloxacina 16% através do conceito Sisaab limita o efeito sobre a flora comensal, dado que esta é exposta a pressão seletiva durante menos tempo, enquanto o efeito sobre as bactérias patogênicas é otimizado. Diversos trabalhos realizados com suínos demonstraram que a marbofloxacina 16% na dosagem de 8 mg/kg, através do conceito Sisaab, é uma ótima opção técnica no tratamento das infecções do trato intestinal, respiratório e geniturinário causadas por bactérias gram negativas. O uso da marbofloxacina 16% através do conceito Sisaab coloca em prática a estratégia do “Antibiótico (ATB) Verde, consequentemente temos tratamentos mais efetivos, seguros e rentáveis para o produtor através de características exclusivas que proporcionam benefícos diretos e inderetos.


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