Magnata estrangeiro quer abrir um resort com cassino no Brasil

12 Jul 2018 Fonte: Assessoria de Imprensa Destaques
Magnata estrangeiro quer abrir um resort com cassino no Brasil

Magnata estrangeiro quer abrir um resort com cassino no Brasil (Foto: Divulgação )

Os brasileiros podem, em breve, contar com um ou mais resort integrados. Pelo menos esta é a intenção do bilionário americano Sheldon Adelson, presidente da Las Vegas Sands (LVS). Esses resorts integrados são locais onde casinos se integram à hotéis, shopping centers, teatros, restaurantes e grandes centros de convenções.

O magnata certamente possui uma ótima mente para negócios, pois é um dos responsáveis pela renovação de Las Vegas nas últimas décadas. Além disso, estabelecimentos do tipo que ele pretende construir no Brasil já existem na Ásia, mais especificamente, na cidade de Macau, na China, e o empreendimento de R$ 14 bilhões tem se mostrado rentável por lá.

A ideia de construir empreendimentos deste tipo veio da esposa, Miriam. Após passar a lua de mel na cidade de Veneza ela teve a ideia de levar a experiência para os Estados Unidos. Eles construíram, então, o Venetian, um resort integrado que reproduz os canais da cidade italiana, contando inclusive com passeios de gôndola.

No Brasil as cidades que provavelmente receberão os resorts são, inicialmente, Rio de Janeiro e São Paulo. Os motivos são óbvios, as cidades são grandes, possuem um grande fluxo de turistas e empresários além de possuírem uma estrutura bem estabelecida, contando com rede de hotéis e aeroportos internacionais.

As barreiras para a criação de um cassino no Brasil

Um dos grandes obstáculos para a implantação do negócio é, no entanto, a lei brasileira. Desde 1941 o jogo de azar é proibido no país e, embora exista um projeto de lei que sugere a legalização dos jogos, o mesmo tramita no Congresso há quase trina anos. Mas não se preocupe, enquanto os resorts do bilionário americano não chegam ao Brasil, você pode conferir os melhores sites de cassinos online em cassinos.info.

Embora o tempo de tramitação do projeto de lei seja alto, existem motivos para acreditar na aprovação do mesmo. Atualmente a proposta conta com o apoio de vários congressistas e como o país se encontra empobrecido, os impostos recolhidos com os jogos de azar seriam uma ótima maneira de obtenção de recursos.

Possíveis benefícios com a mudança na lei

Um ponto a ser considerado é o setor turístico, apenas para comparação, desde que os resorts integrados foram abertos em Cingapura, a receita com turismo aumentou de US$ 19 bilhões para US$ 27 bilhões. Além disso existe o Projeto de Lei 7425/2017, recentemente aprovado, que visa implementar ações de promoção do turismo brasileiro. Fica claro que os resorts integrados se beneficiam, de certa forma, com a visão do governo brasileiro quanto ao turismo, pelo menos no que tange o aumento das receitas.

Além do muito bem-vindo aumento na arrecadação da União, outro ponto que pesa a favor da aprovação é o aumento de empregos. Atualmente, 13 milhões de brasileiros sofrem com o desemprego e a legalização dos jogos pode gerar até cem mil empregos.

Adicionalmente, não faz sentido ir na contramão do que é praticado no restante do mundo. Dos 20 países mais ricos do mundo, apenas 1 não possui os jogos de azar legalizados. E, se os brasileiros não podem apostar legalmente no país, então casinos em países como o Uruguai recebem de braços abertos os turistas brasileiros. Vale lembrar que, segundo estimativas, jogos ilegais movimentam cerca de R$ 20 bilhões no Brasil.

É importante reforçar que nos resorts integrados da LVS diversas atividades paralelas são realizadas, no complexo construído na China, por exemplo, apenas 4% do território é ocupado pelos casinos.

Sheldon Adelson conhece bem o Brasil, já foi o dono da feira de tecnologia Comdex e realizou eventos em solo nacional. Ele espera conseguir voltar a investir no país caso o jogo seja legalizado. Agora tudo depende do congresso nacional, que tem a oportunidade de resolver diversos problemas com uma única ação: a aprovação dos jogos de azar. E, para evitar novos problemas é necessário garantir que as leis que regulam os jogos sejam bem versadas, com regras claras e monitoramento constante.


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