Mosca-branca causa prejuízo nas áreas de feijão do oeste

7 Abr 2021 Fonte: Portal Sou Agro Agricultura e Pecuária
Foto: Vandré Dubiela

Foto: Vandré Dubiela

#souagro | Não é só falta de chuvas e a carência hídrica no solo que têm tirado o sono dos produtores de feijão na região oeste do Paraná. A mosca-branca causa prejuízo nas áreas de feijão do oeste.

O produtor e engenheiro agrônomo Airton Cittolin, da Cittolin Alimentos, está todo o dia no campo acompanhando a evolução da cultura e comenta que os ataques dessa praga têm sido muito severos em virtude das condições climáticas propícias para o aumento da mosca-praga, registrada a cada safra. “Trata-se de uma praga que se multiplica muito rápido quando o clima é favorável para isso”.

Segundo o engenheiro agrônomo, não há produtos específicos para o controle e combate e as revendas não se prepararam para um ataque tão voraz, além do mais os produtos existentes no mercado atualmente são considerados de valor bem elevado. “A alternativa encontrada é utilizar produtos paliativos, mas pouco eficientes para fazer frente às infestações registradas nas lavouras de feijão”. É uma praga de difícil controle e em muitas áreas, a mosca-branca já está fora de controle. “Quando a população de moscas-brancas é muito grande, ela suga a planta, que acaba definhando. Além disso, o excremento do inseto provoca um fenômeno conhecido como fumagina, criando um fungo que se espalha pela planta e reduz a área foliar. Um problema difícil de resolver no campo”.

Clique e assista a entrevista com o produtor de feijão e engenheiro agrônomo, Airton Cittolin, ao Portal Sou Agro:

Esses insetos atuam como sugadores da seiva e está presente em todo o mundo. Ela conta com mais de 126 gêneros e 1.200 espécies. Tem como provável centro de origem o Oriente. Sua introdução pelo mundo ocorreu por meio do comércio e transporte de plantas ornamentais pelo homem.

No Brasil, ela é conhecida desde 1923, com relatos mais corriqueiros dos problemas que ela causa 50 anos depois, como praga da cultura do algodão. Ressurgiu com intensidade no Brasil a partir da década de 1990, causando estragos nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Os danos diretos da mosca-branca são causados pela sucção de seiva e injeção de toxinas pelas ninfas e adultos, quando se alimentam, provocando alterações no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo da planta. (Vandré Dubiela)