PF deflagra fase da Lava Jato no Paraná. Alvo são agentes do Dnit, DER e Casa Civil

22 Fev 2018 Destaques
PF deflagra fase da Lava Jato no Paraná. Alvo são agentes do Dnit, DER e Casa Civil

PF deflagra fase da Lava Jato no Paraná. Alvo são agentes do Dnit, DER e Casa Civil

Uma nova fase da Operação Lava Jato está sendo deflagrada na manhã desta quinta-feira (22) no Paraná. A 48º etapa, nomeada como Operação Integração, está diretamente ligada ao Paraná e tem como foco a corrupção de agentes públicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER), Casa Civil do governo paranaense. A ação é conjunta entre o Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), a Polícia Federal e a Receita Federal.

Estão sendo cumpridos mandados na Casa Civil, Dnit e DER. Ao todo, segundo a Polícia Federal, são 7 mandados de prisão temporária e 50 de busca e apreensão. Os alvos principais são servidores públicos e empresas investigadas por corrupção, lavagem de dinheiro, associação criminosa e peculato, suspeitos de participar de um esquema de fraude na gestão das concessões rodoviárias federais no Estado do Paraná. As diligências , segundo Polícia Federal (PF), ocorrem em Curitiba, Londrina,  Jataizinho, Paranavaí, além de Balneário Camboriú, Rio de Janeiro e São Paulo.

O foco da ação da Polícia Federal é o pagamento de propina na concessão de rodovias federais no Estado do Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração, formado por 2,4 mil quilômetros.

Entre as empresas que foram alvo de mandados de busca e apreensão na ocasião estava a Econorte, responsável pela concessão de rodovias federais no norte do Estado do Paraná, que depositou R$ 1.005.714,50 em favor de Tacla Duran entre 2012 e 2014.

Segundo o Ministério Público Federal no Paraná, a investigação comprovou que esses valores foram repassados sem que fosse prestado qualquer tipo de serviço. Na época das buscas, o pedido do MPF ainda mencionou que outras empresas relacionadas ao Grupo Triunfo depositaram mais R$ 5 milhões em favor de Rodrigo Tacla Duran e outros R$ 26 milhões para empresas de fachada do operador financeiro Adir Assad.