Preço da soja não resiste e começa a cair

13 Abr 2018 Fonte: Agrolink Agricultura e Pecuária
Preço da soja não resiste e começa a cair

Preço da soja não resiste e começa a cair

As cotações da soja tiveram nesta quarta-feira (11.04) um dia de perdas no mercado físico brasileiro, influência também da baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, em média os preços desceram 0,32% nos portos e 0,81% no interior do País (índices do Cepea).

O analista da T&F Luiz Fernando Pacheco afirma que a o mercado físico registrou queda de três reais por saca, pela combinação da queda do câmbio (0,72%), Chicago (0,21%) e prêmios (32,35% nos últimos 7 dias). Um corretor afirmou à Consultoria que “os preços se tornaram muito elevados para quem compra farelo de soja: os preços do farelo já ultrapassaram o nível suportável (R$ 1.200,00/t), porque estão a R$ 1.350,00/t neste momento e isto, junto como milho a R$ 40,00/saca, quebra qualquer empresa de aves e suínos”. 

Segundo Pacheco, estes são dois parâmetros que mostram que os preços chegaram no limite: “Além disso, uma das manchetes de hoje na agência Reuters diz que EUA e China estão suavizando as negociações, o que alivia as tensões da disputa comercial e faz o mercado regredir. Então, como mostramos, é hora de vender, sim. Nossa recomendação é vender. Já deveriam ter vendido há alguns dias, mas ainda é tempo.

FUNDAMENTOS

As atualizações climáticas analisadas pela Consultoria AgResource apontam uma melhor chance de precipitações provenientes da região amazônica é direcionada para todo o lado norte do Mato Grosso do Sul, para a terceira semana de abril: “A confiança em tais leituras ainda é baixa e necessita de confirmações diárias. Nos próximos 5 dias, as chuvas continuam confinadas para o Mato Grosso, Goiás e Tocantins. Os totais pluviométricos projetados até o dia 16 de abril são estimados num raio de 25-45mm acumula­dos”.