Primeira empresa do Sul do Brasil a produzir pós-larvas e Universidade Federal do Paraná prometem sacudir o mercado da proteína

11 Mai 2017 Fonte: Giuliano De Luca Agricultura e Pecuária
Camarões podem oferecer renda extra a quem já cultiva tilápia na região

Camarões podem oferecer renda extra a quem já cultiva tilápia na região (Foto: Divulgação/Lacqua )

Uma parceria entre uma instituição de ensino superior pública e a iniciativa privada está impulsionando o cultivo de camarões de água doce no Paraná. O Laboratório de Carcinicultura da Universidade Federal do Paraná (UFPR), campus de Palotina, na região Oeste, une o seu conhecimento com a empresa Lacqua, que passa a ser a principal fornecedora de pós-larvas de camarão para os produtores da região. A UFPR vem desenvolvendo projetos de extensão que incluem a promoção da carcinicultura como forma de incrementar a renda nas propriedades rurais da região, mas tinha dificuldade em encontrar as pós larvas, pois até então só havia uma empresa no Brasil, no estado do Rio de Janeiro, que produzia a matéria prima. Em 29 de abril, a parceria promoveu uma palestra com especialistas no assunto, na UFPR de Palotina, reunindo produtores interessados na atividade.

O objetivo do curso foi detalhar aos produtores rurais como produzir camarões em cativeiro, explica o professor Eduardo Ballester, da UFPR. “Foram abordados aspectos básicos para a produção de camarões de água doce em cativeiro em sistemas de policultivo e monocultivo”, conta. No monocultivo, os viveiros recebem apenas pós-larvas ou juvenis de camarão, já no policultivo, há a estocagem de outras espécies aquáticas, como a tilápia, por exemplo. “Fizemos um breve histórico da situação atual da produção de camarões de água doce no Brasil e no mundo sistemas de produção em monocultivo e policultivo, despesca e abate, conservação da qualidade do produto e assistência técnica aos produtores interessados”, comenta. “A produção e distribuição de pós-larvas será disponibilizada pela Lacqua, que é a única empresa do Sul do país a produzir pós-larvas de camarão de água doce em larga escala e de alta qualidade, inicialmente com capacidade operacional para até 10 milhões de pós-larvas por ano”, conta o sócio-diretor da empresa, Victor Vendrame.

De acordo com o empresário, o cultivo pode ser feito em viveiros convencionais, como os de tilápia. Vendrame explica que o crustáceo é da espécie Macrobrachium rosenbergii, de fácil manejo e alto valor econômico. “É uma forma de aumentar a renda em propriedades que já têm viveiros ou mesmo para quem quer investir em novos tanques para começar na atividade”, pontua.

A empresa é dedicada à produção e distribuição de pós-larvas de camarão de água doce para todo o Brasil. Instalada em Palotina, aposta em conceitos como genética, nutrição, biossegurança e rastreabilidade. Além de produzir e comercializar as pós-larvas, a parceria presta consultoria aos produtores, com equipe de pesquisadores, engenheiros de pesca, biólogos, nutricionistas, médicos veterinários, profissionais de campo e administradores, que acompanham todo o ciclo produtivo, desde a construção dos tanques nas unidades rurais à comercialização do produto final destinado à industrialização.

A Universidade Federal do Paraná (UFPR), através de seu Laboratório de Carcinicultura, tem desenvolvido o projeto Carcinicultura no Oeste do Paraná desde 2010, procurando estimular a produção de camarões de água doce em sistemas de monocultivo e policultivo no Brasil, em especial na região Oeste do Paraná, entretanto o projeto era limitado devido à falta de disponibilidade contínua de pós-larvas. Além, de atender o produtor, a empresa encerra também esta demanda da instituição pública.

 

O CAMARÃO

A Lacqua tem inicialmente uma capacidade de produção de até 10 milhões de pós-larvas/ano, da espécie Macrobrachium rosenbergii, originária da Ásia e Indochina. Em viveiros de água doce, cada animal pode ofertar até 50 gramas de carne, dependendo do tempo desprendido para a criação.

O cultivo pode ser individual ou em consórcio. No monocultivo são estocados pós-larvas ou juvenis. Em regiões de clima temperado, a estocagem é feita na primavera (fim de setembro e início de outubro) e a despesca é feita no outono (abril, maio). Nas regiões de clima tropical, o cultivo pode ser feito durante todo o ano.

O policultivo é a produção simultânea, em um mesmo viveiro, com outras espécies aquáticas, como a tilápia, por exemplo. Nesse sistema, o produtor pode maximizar a produtividade e a rentabilidade usando um mesmo espaço na propriedade. Além de maior retorno financeiro, o camarão oferece outros benefícios, como a manutenção da qualidade da água, já que consome partículas deixadas pelos peixes que se depositam no fundo do viveiro.

 

SOBRE A LAQUA

A Lacqua - Larvicultura e Camarões é uma empresa dedicada à produção e distribuição de pós-larvas de camarão de água doce (Macrobrachium rosenbergii) para todo o Brasil. Instalada em Palotina, no Oeste do Paraná, apresenta os mais modernos conceitos em genética, nutrição, biossegurança e rastreabilidade, oferecendo uma nova e segura oportunidade para o produtor rural aumentar sua rentabilidade. Mais que produzir e comercializar as pós-larvas, a Lacqua presta consultoria aos produtores, com uma robusta equipe de pesquisadores, engenheiros de pesca, biólogos, nutricionistas, médicos veterinários, profissionais de campo e administradores, que acompanham todo o ciclo produtivo, desde a construção dos tanques nas unidades rurais à comercialização do produto final destinado à industrialização.

Idealizada em 2016, a empresa desponta como a primeira empresa do Sul do Brasil - segunda do país - a produzir pós-larvas de camarão de água doce em larga escala e de alta qualidade, inicialmente com capacidade operacional para até 10 milhões de pós-larvas por ano. Apesar de jovem, conta com o conhecimento e experiência de profissionais com mais de 20 anos de atuação no ramo e desenvolvimento de pesquisas.

A Universidade Federal do Paraná (UFPR), através de seu Laboratório de Carcinicultura, tem desenvolvido o projeto “Carcinicultura no Oeste do Paraná”, desde 2010, procurando estimular a produção de camarões de água doce em sistemas de monocultivo e policultivo no Brasil, em especial na região Oeste do Paraná. Entretanto o projeto tem sido limitado devido à falta de disponibilidade contínua de pós-larvas.  Desta forma, através desta parceria com a UFPR, a Lacqua está em contato direto com a ciência de uma das mais conceituadas academias brasileiras, dentro de um dos maiores polos aquícolas do país, e pode suprir as pós-larvas para os produtores interessados em desenvolver esta atividade.

O objetivo da Lacqua é oferecer a possibilidade para o empreendedor rural aumentar expressivamente a rentabilidade de sua unidade produtiva, viabilizando pós-larvas de um animal com alto valor agregado, extremamente valorizado no mercado nacional e internacional e evidenciado no meio gastronômico por seu sabor incomparável. Com o fornecimento de pós-larvas de alta qualidade, oferecemos a chance para produtores e novos interessados ingressar em uma atividade que atrai pela lucratividade e fácil manejo.

Os focos são ciência, alta tecnologia, profissionalismo, assistência e geração de renda para o produtor rural, desenvolvendo a carcinicultura brasileira com sustentabilidade econômica, social e ambiental.

A Lacqua está situada na Rua Sete de Setembro, 1210, Centro de Palotina, Estado do Paraná - CEP 85950-000. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (44) 9 9976-1386.


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