Recapturado 2º preso de fuga em massa do PCC no Paraguai; 73 seguem livres

20 Jan 2020 Fonte: UOL, em São Paulo Destaques
abio Darío González Figueredo, recapturado após fugir de prisão Imagem: Divulgação

abio Darío González Figueredo, recapturado após fugir de prisão Imagem: Divulgação

O Ministério do Interior do Paraguai anunciou na tarde de hoje a prisão de Sabio Darío González Figueredo, o segundo recapturado da fuga em massa ocorrida na madrugada de ontem. 75 acusados de integrar o PCC (Primeiro Comando da Capital) fugiram da prisão em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com o Brasil.

Figueredo, paraguaio, foi o primeiro dos 75 fugitivos a ser preso no Paraguai. Antes, um outro homem, o brasileiro Eduardo Alves da Cuña, foi recapturado na cidade brasileira de Ponta Porã (MS), que faz divisa com Pedro Juan Caballero.

"O interno [Figueredo] foi surpreendido quando estava escondido em um bairro periférico de Pedro Juan Caballero, a 200 metros da penitenciária. Ele foi recapturado quando estava prestes a abandonar a cidade", informou o ministério, por meio de nota.

"Essas ações fazem parte dos primeiros resultados de trabalhos em conjunto com o governo brasileiro, na zona de fronteira seca", informou o governo do Paraguai, referindo-se à prisão de Figueredo e Cuña.

O ministério informou que as buscas por Pedro Juan Caballero e regiões próximas continuam intensificadas.

Território estratégico

Pedro Juan Caballero é um território extremamente estratégico para o PCC. A cidade é utilizada pela facção para trazer cocaína de países andinos ao Brasil. Uma vez no território nacional, a droga é enviada aos principais portos do país e, de lá, exportada para Europa, África e Ásia dentro de navios.

O diretor do presídio de Pedro Juan Caballero e outros 30 agentes carcerários —de diferentes níveis hierárquicos— estão detidos e devem prestar esclarecimentos ao Ministério Público da República do Paraguai hoje. Eles são suspeitos de terem facilitado a fuga dos 75 integrantes do PCC.

Presidente do Paraguai, ​​​​​​​Mario Abdo Benítez afirmou que os criminosos estão reagindo no Paraguai porque, antes, estavam se sentindo cômodos. "Vamos ter dias dolorosos, em que ganham batalhas de nós, mas não vão nos deslumbrar", afirmou.

"Vamos seguir com essa grande causa que é lutar de maneira efetiva contra o crime organizado", complementou o presidente.