Seleção chega otimista por méritos e não pela arrogância tradicional

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Seleção chega otimista por méritos e não pela arrogância tradicional

Seleção chega otimista por méritos e não pela arrogância tradicional

Em outros anos o discurso já foi de “só faltam 7” por parte de Zagallo. Ou “estamos com a mão na taça” de Carlos Alberto Parreira em 2014. Ufanismo, soberba, discursos descolados da realidade e desrespeitosos com os adversários. Desta vez há otimismo, por parte da comissão técnica e dos jogadores, mas porque o trabalho da Seleção Brasileira é bem-feito e todos sabem disso.

Tite disse após o jogo contra a Áustria que está muito feliz com como as coisas caminharam nos últimos dois anos. Sylvinho, seu auxiliar, tem o mesmo discurso. Os dois falam munidos de dados de desempenho do time, números coletivos e individuais e preparam cada jogo nos mínimos detalhes.

Durante o período de preparação os auxiliares viajaram para a Europa para assistir jogos, reunir-se com jogadores e saber de suas situações. O mesmo foi feito pelo departamento médico, preparadores físicos, fisioterapeutas. Qualquer selecionável que despertasse atenção tinha os cuidados de algum profissional.

Os últimos amistosos foram marcados para a Seleção se deparar com adversários que marcassem a saída de bola e também que se fechassem com uma linha de 5 e uma outra muito próxima de 4 defensores, como fizeram respectivamente Croácia e Áustria. Aos olhos da comissão técnica são situações que podem aparecer na Copa já na primeira fase contra Sérvia e Costa Rica.

A Seleção de Tite é o Brasil que dá certo. Vinte e um jogos com 16 vitórias, 3 empates e 1 derrota, apenas. Foram 47 gols marcados e 5 sofridos. Em 16 ocasiões o time não foi vazado. O ciclo teve 3×0 na Argentina e Chile, 4×1 no Uruguai em Montevidéu, vitória sobre Equador em Quito, sobre a Alemanha (desfalcada, é verdade) em Berlim.

Além disso existem alternativas táticas com Coutinho ou Fernandinho atuando no meio. Douglas Costa e Coutinho prontos para suprir uma possível ausência de Neymar e Firmino dando uma opção diferente e confiável a Gabriel Jesus no ataque.

Os jogadores sentem-se tão confiantes como o estafe técnico. Jogam nos principais clubes do mundo e estão acostumados ao alto rendimento e à alta exigência. Eles sabem quando um time está bem e preparado e quando não está.

A Copa do Mundo é um torneio traiçoeiro que pode matar uma seleção em um dia ruim. Trabalhe ela bem ou não. O que Tite e seus colegas fazem é tentar diminuir o erro para diminuir os riscos de um dia ruim. Marcar muitos gols, sofrer poucos, dominar quando tiver a bola, controlar quando não tiver. Todas as fases do jogo são bem executadas pelo time brasileiro.

Não existe uma onda de otimismo baseada na prepotência ou arrogância. A Seleção chega confiante e de peito estufado porque sabe que trabalhou bem. E também sabe que isso não vai ganhar a Copa antes de descer do ônibus.