Abandono, evolução e tragédia: a história do Ninho do Urubu, que retoma atividades nesta segunda

Comprado em 1984, CT foi abandonado até início do século 21 e passou a ser utilizado a partir de 2010; de 2014 para cá, só crescia e era elogiado, mas triste data trava evolução

Nada será mais como antes. Nada. Mas o Flamengo começa a escrever uma nova página na história do Centro de Treinamento George Helal, o "Ninho do Urubu", nesta segunda-feira. Um recomeço marcado por uma dor angustiante em um espaço que acostumou-se a mudar ao longo da história.

Depois da atividade leve na academia seguida de diálogos e orações, no último sábado, Abel Braga reiniciará para valer a preparação para o Fla-Flu de quinta-feira, pela semifinal da Taça Guanabara. A partir das 9h30 (de Brasília), o treinamento no gramado do campo 1, pertinho de onde aconteceu a tragédia da madrugada da última sexta, voltará a dar vida a um CT marcado pela morte após 35 anos de existência.

Comprado em 1984 pelo então presidente do Flamengo, George Helal, o local revelou crias que deram alegrias e retorno financeiro ao clube. Vinicius Júnior, Lucas Paquetá e Jorge nasceram no Ninho do Urubu e renderam ao Rubro-Negro as maiores vendas de sua história.

Destes "ninhos", um contêiner que abrigava 26 filhos se desfez após explosões de aparelhos de ar condicionado e com ele se foram 10 vidas. O dia 8 de janeiro tornou-se o mais triste da história do CT e do Flamengo.

Antes de virar uma fábrica de potenciais craques, dinheiro e inúmeros títulos na base, o Ninho do Urubu, custeado pela verba oriunda da venda de Júnior – homem que mais vestiu a camisa do Flamengo dentro de campo – ao Torino demorou muito a engrenar. Foram 26 anos até que passasse a ser usado regularmente.

 

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