• Estiagens são responsáveis por queda de produtividade da soja no PR e em MS

Em algumas áreas as perdas médias superaram os 30%.

Nos últimos dias o tempo ficou predominantemente seco, sem chuvas significativas em grande parte do centro-sul do país, com exceção de parte do Mato Grosso e Goiás. Choveu também em grande parte do Matopiba, mesmo que de forma menos significativa, mas ainda suficiente para manter a umidade do  solo da região e garantir boas condições para enchimento de grãos das lavouras que ainda estão nessa fase.
 
A maior parte das lavouras do país está em fase de colheita, sendo que no Paraná, 89% das áreas plantadas já foram colhidas, com variabilidade na produtividade devido à veranicos durante a fase de enchimento de grãos. Em algumas áreas as perdas médias superaram os 30%.

No Rio Grande do Sul, onde o plantio ocorre mais tardiamente, as atividades de colheita se intensificaram muito na semana passada, em virtude das condições climáticas, que resultaram em perda de água dos grãos e em solo mais seco.
 
Em Mato Grosso do Sul, onde o plantio foi mais acelerado, a colheita foi dada como encerrada na última semana, com velocidade acima da média dos últimos anos. Porém, ao longo desta safra foram contabilizadas perdas que afetaram a produtividade final. No início da safra 2018/2019, a expectativa de volume de grãos era de 10,053 milhões de toneladas, com uma área de 2,84 milhões de hectares e produtividade esperada de 50,5 sacas por hectare. Com a ocorrência de estiagens durante a safra, houve redução de 14,4% no potencial esperado de produtividade.
 
Em Mato Grosso, com o plantio também já encerrado, foram contabilizadas perdas em todas as regiões devido aos veranicos. A produtividade final deve ficar por volta de 55,3 sacas por hectare, relação 3,4% abaixo do registrado na safra passada. 
 
Nas demais regiões do país, a colheita também já se encaminha para o final. No Sudeste, pelo menos 90% das áreas foram colhidas e com estimativa de redução do total produzido em relação às estimativas iniciais entre 15% e 20% de média para os estados da região. No Sul, as chuvas retornam ao longo dos próximos dias, levando maior umidade ao solo e com volumes maiores, o que deve devem provocar alguma paralisação na colheita entre o Rio Grande do Sul e o Paraná.
 

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