Bruno Henrique detalha “fico” e vê Palmeiras como “exemplo contra chineses”

A permanência de Bruno Henrique no Palmeiras foi celebrada por torcedores

A permanência de Bruno Henrique no Palmeiras foi celebrada por torcedores como uma batalha vencida contra os chineses, mais precisamente como uma demonstração de força frente a um modelo de futebol que há anos assusta times brasileiros por seu poderio financeiro. Em entrevista exclusiva para o UOL Esporte, o meio-campista explica os motivos de ter ficado, conta como foi sua tomada de decisão e exalta o Alviverde como exemplo a ser seguido por rivais.

O volante não mostra qualquer desconforto em falar sobre a proposta que negou e a opção por ficar; pelo contrário. Apesar de a oferta do Tianjin Teda ter sido "financeiramente muito vantajosa", como ele próprio disse em entrevista coletiva recente, não foi suficiente para convencê-lo a trocar o ambiente do Palmeiras.

"O Palmeiras é um exemplo; deveria ser um exemplo para todos os clubes do futebol brasileiro. O clube já vem há algum tempo com este projeto de gerência muito boa, que arrecada muito dinheiro, investe bem em jogadores importantes e ganha títulos. É uma atmosfera difícil de se ver no futebol brasileiro", exalta Bruno Henrique, que só não foi à China porque o ambiente na Academia de Futebol lhe parece o ideal para manter o alto nível.

Ao invés de perder jogadores para a China, como é comum no futebol brasileiro, na última janela de transferências o Palmeiras conseguiu fazer o contrário: manter o elenco e ainda trazer um reforço do Oriente: Ricardo Goulart. Além de Bruno Henrique, o clube conseguiu segurar Dudu, outro que estava na mira dos chineses. Deyverson também teve tudo para ser vendido, mas preferiu ficar. Para que o elenco campeão brasileiro fosse mantido, a folha salarial alviverde cresceu cerca de R$ 1 milhão em relação a 2018.

"O que o Palmeiras criou é uma coisa fantástica, e isso com certeza segura jogador: parte financeira, estrutura, torcida, planejamento de carreira, briga por título. É um todo que te faz não pensar somente em dinheiro", explica Bruno Henrique, que deixou de receber salário mensal de R$ 1,7 milhão na China e por isso teve aumento na renovação com o Palmeiras até 2023.

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