O preparo do solo com profundidade variável tem ganhado espaço como alternativa para elevar a eficiência operacional e reduzir custos no campo, especialmente em um momento de decisões estratégicas para a safra de verão. Com o avanço do plantio das principais culturas e a pressão por produtividade, o manejo preciso passa a ser um diferencial para a sustentabilidade econômica e agronômica das lavouras.
Um estudo de campo conduzido pela Valtra global, em parceria com a Väderstad e a equipe agronômica da AGCO, demonstrou que a aplicação de taxa variável no preparo do solo, aliada ao uso de maquinário conectado, gera ganhos relevantes. A pesquisa foi realizada na Dinamarca, em uma área de 50 hectares com solos de diferentes características, utilizando um trator da Série Q equipado com tecnologias de automação que ajustaram, em tempo real, a profundidade e a intensidade do preparo conforme mapas de compactação.
Os resultados indicaram que áreas mais compactadas demandaram maior intensidade de cultivo para alcançar o potencial produtivo, enquanto solos mais leves mantiveram desempenho satisfatório com menor intervenção. Essa adequação resultou em economia superior a cinco litros de combustível por hectare quando a intensidade foi reduzida, além de um aumento operacional de mais de um hectare por hora. O manejo também contribuiu para a preservação da estrutura do solo, favorecendo a produtividade no longo prazo.
A avaliação do estudo aponta que a adoção desse tipo de tecnologia pode funcionar como uma proteção diante de desafios climáticos e de janelas curtas de plantio, permitindo que o operador concentre esforços na qualidade da operação enquanto o sistema realiza os ajustes necessários. No contexto da safra de verão, o uso da agricultura de precisão surge como ferramenta para combinar eficiência, rentabilidade e conservação do solo.
Agrolink – Leonardo Gottems


