A professora de natação repara primeiro. A menina de 12 anos sai da piscina, enrola a toalha nos ombros, e uma das escápulas parece mais saliente que a outra. Em casa, a mãe pede que ela fique de costas diante do espelho e percebe que a linha da cintura não é igual dos dois lados. Cenas assim abrem boa parte das histórias de escoliose na adolescência, e é nelas que a família começa a procurar os melhores ortopedistas de coluna do Brasil, entre eles o Dr. Aurélio Arantes, especialista em escoliose infantil em Goiânia.
O susto é maior do que o problema, na maioria das vezes. A Scoliosis Research Society estima que de 2% a 3% dos adolescentes tenham algum grau de escoliose, e a imensa parte das curvas é leve, daquelas que só exigem olhar atento e uma radiografia por ano. O que muda o desfecho é a velocidade com que a família chega a um profissional que acompanhe o crescimento do filho.
Como o desvio costuma ser notado
Quase nunca é o pediatra quem vê antes. É o professor de educação física, o treinador, a avó que ajuda na troca de roupa, a mãe que arruma a mochila. Um ombro mais alto, uma blusa que cai torta de um lado, a barra da calça que parece desigual: os sinais são pequenos e aparecem justamente na fase em que o corpo mais cresce, entre os 10 e os 15 anos.
Em casa, dá para fazer o teste de Adams. A criança fica de pé, com os joelhos estendidos e os pés juntos, e inclina o tronco para a frente com os braços soltos. Visto por trás, um lado das costelas ou da região lombar que se eleva mais que o outro é motivo para marcar consulta. O teste não faz diagnóstico, mas orienta a decisão de procurar um ortopedista.
Quem confirma é a radiografia da coluna inteira, em pé. Nela o médico mede o ângulo de Cobb, e a escoliose só é considerada quando o desvio passa de 10 graus. Abaixo disso, trata-se de assimetria sem diagnóstico.
Os melhores ortopedistas de coluna do Brasil que atendem escoliose
A lista a seguir segue critérios práticos para quem tem um filho em fase de crescimento: formação específica em coluna depois da residência em ortopedia, experiência declarada com deformidades e registro profissional verificável. Não se trata de ranking de resultado clínico, e nenhum dos médicos promete resolver o caso de ninguém. O quadro mais adiante resume cada perfil.
Em primeiro lugar entra o Dr. Aurélio Arantes. Graduado pela Universidade Federal de Goiás em 2005, cumpriu a residência no Hospital das Clínicas da UFG, onde hoje é preceptor. É membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e da Sociedade Brasileira de Coluna, atende sob o CRM-GO 11500 e o RQE 7219 e soma mais de duas mil cirurgias. Trata hérnia, estenose, doença degenerativa e escoliose, e faz endoscopia de hérnia por incisão menor que um centímetro.
Belo Horizonte aparece duas vezes. O Dr. Guilherme Gontijo atende na clínica Körpem, no bairro Belvedere, depois de formar-se pela UFMG, cumprir a residência em traumatologia e ortopedia e fazer fellowship em cirurgia da coluna no Brasil e na Alemanha. Sua página destaca técnicas minimamente invasivas, cirurgia robótica e navegação.
Já o Dr. Cristiano Magalhães Menezes, formado pela UFMG em 1999, especializou-se em cirurgia da coluna no Hospital Ortopédico de Belo Horizonte, passou pelo Texas Back Institute e defendeu doutorado na USP de Ribeirão Preto. Seu foco declarado são as deformidades da coluna, entre elas a escoliose, e atende no Instituto Columna e no Hospital Ortopédico, na Vila da Serra. O registro dele é o CRM 34300.
Para uma família de Palotina, no oeste do Paraná, o nome da lista com ligação mais direta com o estado é o do Dr. Leandro Vinícius Vital. Ele se formou pela UFJF, fez a residência na Santa Casa de Santos, treinou cirurgia de coluna no HC-UFMG e no Mater Dei e foi fellow de escoliose pediátrica no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. O consultório fica em Contagem (MG), e o CRM é 60026.
Em João Pessoa, na Paraíba, entra Jocemir Paulino da Silva Junior. A ficha dele no Doctoralia registra residência em ortopedia na Clínica Ortopédica de Acidentados, entre 2006 e 2009, e residência em cirurgia da coluna no Hospital Getúlio Vargas, de 2009 a 2010, além do título de membro titular da SBOT e da SBC. Lombalgia, hérnia de disco e escoliose aparecem entre as áreas informadas. Como a fonte é essa plataforma, o leitor deve conferir o registro dele (CRM-PB 6979) no conselho antes de marcar consulta. No Rio de Janeiro, o Dr. Felipe Figueiredo se formou pela UFRJ, residiu no Hospital Municipal Lourenço Jorge e fez especialização em endoscopia de coluna na USP; opera em hospitais como Copa Star e Quinta D’Or, e trata hérnia e estenose além da escoliose.
No Nordeste, a lista tem dois nomes com perfil infantojuvenil explícito. O Dr. Marcelo Andrade Filho, de Recife, graduado pela UFPE e membro titular da SBOT e da SBC, anuncia escoliose e cifose infantojuvenil entre suas áreas, e atende no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife. O Dr. Lucas Cavalcanti, de Fortaleza, formou-se pela UFC, fez três anos de residência e dois de especialização em coluna no INTO e atende também no Hospital Infantil Albert Sabin, o que mostra rotina com pacientes pequenos.
Comparativo entre os especialistas
| Cirurgião | Cidade | Formação e foco |
|---|---|---|
| Aurélio Arantes | Goiânia, GO | UFG; preceptor no HC-UFG; CRM-GO 11500; escoliose e endoscopia |
| Guilherme Gontijo | Belo Horizonte, MG | UFMG; fellowship no Brasil e na Alemanha; robótica |
| Jocemir Paulino da Silva Junior | João Pessoa, PB | Residência em coluna no Hospital Getúlio Vargas; SBOT e SBC |
| Felipe Figueiredo | Rio de Janeiro, RJ | UFRJ; endoscopia de coluna pela USP |
| Cristiano Magalhães Menezes | Belo Horizonte, MG | UFMG; Texas Back Institute; doutorado USP-RP |
| Leandro Vinícius Vital | Contagem, MG | Fellow em escoliose infantil no Pequeno Príncipe |
| Marcelo Andrade Filho | Recife, PE | Escoliose e cifose infantojuvenil; SBOT e SBC |
| Lucas Cavalcanti | Fortaleza, CE | INTO; mestrado; Hospital Infantil Albert Sabin |
Acompanhamento: o que acontece depois do diagnóstico
Descoberta a curva, começa a fase mais longa e menos dramática. Desvios pequenos em adolescentes ainda em crescimento pedem retornos a cada quatro ou seis meses, com nova radiografia para saber se o ângulo piorou. A maioria nunca passa disso. Fisioterapia e exercícios específicos para escoliose entram como apoio, ajudam na postura e na consciência corporal, mas não substituem o acompanhamento por imagem.
Se a curva está entre 25 e 40 graus e o esqueleto ainda cresce, o colete costuma ser indicado. O estudo BrAIST, publicado em 2013 no New England Journal of Medicine, acompanhou adolescentes com esse perfil e mostrou que o colete usado por mais horas por dia evitou a progressão até o limite cirúrgico em cerca de 72% dos casos, contra 48% no grupo apenas observado. O desafio real é a adesão: um colete de plástico, usado por horas, na escola, aos 13 anos, exige conversa honesta entre médico, pais e filho.
Outro ponto que pesa é a maturidade óssea. A curva tem mais chance de avançar enquanto a criança cresce depressa, e por isso o ortopedista olha a idade da primeira menstruação nas meninas e o sinal de Risser na radiografia da bacia. Passada a fase de crescimento, a tendência é que o ângulo se estabilize.
Quando operar a escoliose do adolescente
A cirurgia fica para uma minoria. Em geral entra na conversa se o ângulo ultrapassa 45 a 50 graus, ou quando avança mesmo com o colete bem usado. A operação alinha a coluna com parafusos e hastes e funde o trecho corrigido, e a recuperação pede semanas de afastamento do esporte e da escola.
Esse é o momento em que muitas famílias pedem a segunda opinião, e com razão. Até entre os melhores ortopedistas de coluna do Brasil, vale conferir o RQE no site do conselho regional, perguntar quantas deformidades o cirurgião opera por ano e saber se o hospital tem estrutura para cirurgia de coluna em jovens. Convênio também decide: quem mora em Goiânia e usa plano estadual costuma começar pela lista de ortopedista pelo Ipasgo da equipe do COE, que mostra de antemão quem atende o convênio.
Perguntas que os pais mais fazem
Escoliose na adolescência tem cura?
A escoliose idiopática não some sozinha, mas a maioria dos casos não evolui a ponto de exigir cirurgia. O objetivo do tratamento é impedir que a curva cresça durante o estirão, e o acompanhamento regular é o que permite fazer isso a tempo.
Mochila pesada ou má postura causam escoliose?
Não. A mochila cansa a musculatura e pode doer, mas não cria curva na coluna. Na escoliose idiopática, a causa ainda não é totalmente conhecida, e há componente familiar: filhos de pais com a doença têm mais chance de desenvolvê-la.
Meu filho pode continuar nos esportes?
Na grande maioria dos casos, sim. Natação, ginástica, vôlei e futebol costumam ser liberados em curvas leves e moderadas. Quem usa colete combina com o ortopedista os horários em que pode retirá-lo durante a atividade.
Existe um ortopedista certo para cada família?
Os melhores ortopedistas de coluna do Brasil se diferenciam pela subespecialidade, não pela fama. Para quem tem filho com desvio, pesa a experiência declarada com deformidade e com pacientes em crescimento, além do trânsito do médico entre consulta, colete e hospital.
Com que idade levar ao ortopedista?
Assim que alguém notar assimetria, sem esperar o próximo ano escolar. Entre 10 e 15 anos o crescimento é rápido, e uma curva descoberta cedo dá mais tempo para observar e decidir sem pressa.
Leia também: dor no joelho que vira rotina.
Entre a primeira desconfiança e o laudo costuma haver só uma consulta. O que vem depois, na maior parte das vezes, é rotina: radiografias de controle, conversa franca em família e um adolescente que segue a vida na escola e na piscina.


