Chape evita anti-clímax na Copa do Brasil, mas leva lições de partida ruim para sequência do ano

Time tem boa postura defensiva, peca pela passividade, mas comemora classificação

A Chapecoense simplesmente não conseguiu jogar futebol contra o São José-RS, na primeira fase da Copa do Brasil. Com o 0 a 0, o Verdão avança de fase, mas tem enormes lições para os próximos passos da temporada. Pressionada em boa parte da partida, sobretudo quando esteve com um a menos em campo, o clube por pouco evitou o anti-clímax de uma eliminação precoce.

A preocupação de Claudinei Oliveira com as bolas aéreas demonstradas durante a semana fizeram sentido. O São José explorou as bolas alçadas, mas pegaram um time prevenido. Com a força do adversário em mente, o técnico alviverde abdicou de um meia para ter maior proteção defensiva e maior estatura com a entrada de Tharlis. Enquanto esteve em campo – acabou expulso aos 24 minutos do segundo tempo – o jovem volante foi o melhor da Chape.

Se foi bem defensivamente, por outro lado a Chape esteve muito abaixo na parte ofensiva. Sem conseguir explorar a transição, tampouco manteve a posse de bola para a criação de jogadas. Não habituados com o gramado sintético, os atletas sofreram. No intervalo, Wellington Paulista ainda reclamava da dificuldade em se adaptar com o piso. 

Confira os melhores momentos de São José 0x0 Chapecoense, pela 1ª fase da Copa do Brasil

Confira os melhores momentos de São José 0x0 Chapecoense, pela 1ª fase da Copa do Brasil

Isso tudo gerou uma supremacia dos mandantes, mas sem grandes sustos a João Ricardo. Faltou ao time de Porto Alegre um pouco mais de qualidade – se o tivesse, o desfecho do jogo seria fatal ao Verdão do Oeste. Lições que podem ser aprendidas para a sequência de competições eliminatórias, como Copa do Brasil e Sul-Americana.

A possibilidade de empatar fez a Chape atuar no limiar da segurança. Um gol, uma falha, um lance despretensioso poderia mudar a sorte dos visitantes. Em nenhum momento o time demonstrou que teria forças para correr atrás do resultado se sofresse um tento.

Sem um meia, Wellington Paulista ficou isolado e sequer teve chance de balançar as redes. A melhor delas foi um cabeceio, da grande área, que saiu fraco. O camisa nove cresceu quando foi colocado para a beirada, após a expulsão de Tharlis, para auxiliar na marcação. Experiente, prendeu a bola, cavou faltas e amornou qualquer tentativa de pressão do São José. Demonstrou ainda que não se importa em sacrificar a chance de balançar as redes pelo bem do time.

Wellington Paulista teve contribuição decisiva para manutenção do 0 a 0 — Foto: Ricardo Rímoli/Futura Press

Wellington Paulista teve contribuição decisiva para manutenção do 0 a 0 — Foto: Ricardo Rímoli/Futura Press

Lourency e Renato, que deveriam ser o desafogo e responsáveis pela transição, estiveram apagados. Eduardo e Bruno Pacheco mantiveram a regularidade e foram importantes para o empate. Rafael Pereira e Douglas crescem a cada jogo, melhoram o entrosamento e ganham pontos com Claudinei.

Em meio a futebol escasso, o resultado precisa ser valorizado. A Chapecoense manteve a invencibilidade, conquistou uma vaga e uma boa premiação. De quebra, ainda tira a pressão do duelo contra o La Calera, pela Sul-Americana. Em início de temporada, Claudinei tem acertado em cheio ao focar no resultado e não em desempenho.

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