Tiago Nunes definiu as críticas feitas ao seu Corinthians por uma "avaliação de ótica negativa" e disse que vê com olhar positivo o empate por 1 a 1 contra o Fortaleza, na Arena Corinthians, na quarta.
Foram 20 finalizações do Timão contra 11 do time cearense. Um número alto, mesmo diante de um time que se fechou bem e buscou contra-atacar. E que deu sequência às 22 finalizações obtidas na vitória por 3 a 1 contra o Coritiba. Com um detalhe: agora, com 11 contra 11.
Em 42 finalizações, então, o Corinthians marcou quatro gols. Um aproveitamento de 10%. Volume alto de ações ofensivas, com aproveitamento ainda baixo de efetividade. Tudo depende da ótica.
Seguindo a análise numérica, metade das finalizações ocorreram no primeiro tempo – cinco delas para fora. As mais claras em chutes de Léo Natel, Fagner e Jô. Sem Gabriel e Ramiro, que travaram o jogo contra o Coxa, o Timão jogou mais leve diante do Fortaleza, com boa dobradinha Léo Natel/Sidcley.
Éderson jogou junto de Cantillo e Ruan Oliveira, jovem de 20 anos, ficou pela faixa direita do campo. Araos, titular mais uma vez, manteve Luan no banco. Os meias, porém, erraram muito. O chileno com seis passes incompletos. Ruan com cinco. Fora as muitas tomadas de decisões equivocadas.
Tiago Nunes poderia ter mexido ainda no intervalo, mas preferiu voltar com a mesma formação. O que se provou um erro pelos 15 primeiros minutos de marasmo. E pelo gol do Fortaleza em jogada iniciada num tiro de meta, em que Wellington Paulista achou Romarinho livre na área entre Cantillo e Sidcley.
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