Mais uma obra estratégica para a Região Oeste do Paraná será bancada pela Itaipu. Sairá dos cofres da binacional o montante necessário para as obras de duplicação do trecho de 5,81 km entre o posto da Polícia Rodoviária Federal e o acesso ao distrito de São João, passando pelo Show Rural e pelo porto seco da Ferroeste. Essa melhoria, que os usuários da BR-277 cansaram de esperar da concessionária Ecocataratas, é a solução definitiva para o engarrafamento registrado nos dias do megaevento da Coopavel, um dos maiores da América Latina.
O edital de licitação da duplicação já foi publicado pelo DER (Departamento de Estradas de Rodagem) e estima um custo máximo de R$ 64,599.827,93. O resultado da licitação deve ser conhecido antes do fim de fevereiro e a empresa vencedora terá que fazer não apenas a duplicação integral das duas pistas desse trecho, mas também 1,56 km de marginal e dois viadutos para facilitar o acesso à PR-180 (direção ao distrito de Juvinópolis e ao município de Boa Vista da Aparecida) e à Ferroeste.
A licitação é o ponto quase final de um trabalho executado a muitas mãos. O projeto original foi feito pela Ecocataratas, como parte do acordo de leniência firmado com o MPF (Ministério Público Federal). No ano passado ele foi atualizado com recursos de cerca de R$ 190 mil da Acic (Associação Comercial e Industrial de Cascavel) e da Cotriguaçu e em seguida doado ao Estado, ficando apto a ir à licitação após as revisões finais dos técnicos do DER.
Os recursos foram viabilizados pela parceria estratégica entre o Governo do Estado e Itaipu Binacional, que já alcança R$ 1,4 bilhão. Estão em andamento nesse planejamento, em estágios diferentes de obras ou projeto, a construção da Ponte da Integração Brasil – Paraguai, a duplicação da Rodovia das Cataratas, a duplicação do Contorno Oeste de Cascavel, o Contorno de Guaíra, a pavimentação da Estrada Boiadeira e a revitalização da Ponte Ayrton Senna, em Guaíra.
"É um marco histórico para o município e toda a Região Oeste porque resolve um grande problema no fluxo de caminhões e de trânsito pesado. É um ganho de capacidade para exportação e movimentação em torno dos eventos que atraem milhares de pessoas todos os anos a Cascavel", disse o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.
Para o diretor-geral brasileiro da usina, Joaquim Silva e Luna, o grande compromisso da binacional, após firmar esses convênios, é garantir os recursos financeiros a partir de sua política de austeridade. Outro ponto é o acompanhamento dos cronogramas físico e financeiro das obras para que os prazos estabelecidos nos contratos sejam cumpridos de acordo com especificações técnicas e qualidade dos serviços, conforme planejado. "É entregar o que foi prometido, respeitando prazos e melhorando a vida da nossa gente", afirmou.


