O termo homofobia surgiu, aproximadamente, por volta dos anos 70 e, a partir dos anos 90, foi difundido ao redor do mundo. Mas, antes mesmo dessa época, o preconceito já existia, só não era tão comentado quanto nos dias atuais.
No mundo do futebol, isso não é diferente. Nos últimos anos, temos presenciado o crescente número de casos de homofobia envolvendo o esporte e gerando debates a respeito de medidas que devem ser tomadas para combatê-las. Continue a leitura para saber mais sobre o tema.
Porque muitos atletas ainda sofrem preconceito
Homofobia, na perspectiva dos Direitos Humanos, representa a opressão baseada na orientação ou na identidade sexual do indivíduo. Tal expressão inclui preconceito, discriminação, abuso verbal e atos de violência originados por medo e ódio.
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De acordo com o artigo “Homofobia no futebol: questões e reflexões”, o preconceito nesse esporte é vinculado à forma de brincadeira. Quando se diz para alguém que essa pessoa é “bixa”, “viado” ou “gay”, raramente é uma associação do sujeito com uma possível homossexualidade.
Ou seja, essas “brincadeiras” utilizam palavras que caracterizam um grupo social como ofensa para descrever o outro time de forma pejorativa. Essa é uma das formas (“escondidas”) que a homofobia se apresenta no mundo dos esportes.
Casos de exclusões de homossexuais de equipes acontecem por muitos técnicos acharem que gays não têm capacidade de encarar uma partida de futebol. Alguns jogadores afirmam que homossexuais são frágeis e não agüentariam o esporte que exige muitas qualidades físicas que, para eles, só “homens héteros” têm.
Superando o preconceito
No futebol, os atletas que saem do armário são raros. Isso se deve ao medo de serem eliminados do time e sofrerem por conta do preconceito. Em alguns casos, por outro lado, há quem prefira abrir mão da carreira.
Exemplo disso é o do jogador Douglas Braga, que se profissionalizou pelo Botafogo, mas teve que abrir mão do sonho de alavancar uma carreira no esporte pela pressão que sentia ao fazer parte de um ambiente heteronormativo.
É justamente para combater esse tipo de situação que atletas como Emerson Sheik têm se mobilizado. Ele postou uma foto em sua rede social dando um selinho em um amigo. Seu objetivo foi levantar os debates relacionados à homofobia.
Mesmo sendo alvo de piadas, Emerson conseguiu mobilizar atletas e torcedores e obteve respostas positivas.
A pressão é tanta que Richarlyson, do Atlético-MG, precisou se declarar heterosexual depois de um dirigente do Palmeiras afirmar em uma entrevista que ele era gay. Como se sua opção sexual fosse interferir em seu desempenho no campo.
Um cenário que precisa ser mudado
2019 foi um ano de grande mobilização contra os diversos tipos de preconceito, incluindo a homofobia. Atletas como Yony González, Paul Pogba, Marta Vieira, Cristiane Rozeira, entre outros, sofreram com discriminações e não se calaram diante disso.
Cristiane Rozeira, por exemplo, não hesita em revelar sua orientação sexual sempre que é questionada. A atacanten faz questão de exaltar o relacionamento com a advogada Ana Paula Garcia, e reforla que ser lésbica nunca interferiu em seu desempenho no campo.
Caso dos torcedores Yuri Senna e Warley Silva
No dia 1º de setembro de 2019, Warley Santos e Yuri Senna foram ao Mineirão torcer para o Cruzeiro na partida contra o Vasco. Eles trocaram carinhos discretos e não perceberam quando alguns torcedores os gravaram.
Dois dias após o jogo, eles souberam que fotos e vídeos do casal haviam sido publicadas em redes sociais acompanhadas de mensagens homofóbicas. Depois desse acontecimento, a equipe de comunicação do Mineirão os convocou para ouvir sugestões para melhorar a experiência de pessoas LGBT´s nos estádios.
Champions LiGay
Em novembro de 2007 surgiu o Champions LiGay. Esse campeonato foi criado para vencer a veia machista e homofóbica dentro do esporte. E apesar de ser uma disputa, não é permitido fazer falta, pois o que vale é a diversão.
O capitão do time Bharbixas, Gustavo Mendes, ficou feliz com a conquista da 1° edição, principalmente pelo fato de que a Champions LiGay incentiva atletas homossexuais a não desistir do esporte.
André Machado, organizador da 1° Champions LiGay disse: “Se o gay é igual ao hétero por que não existem jogadores assumidos? Nosso objetivo principal é a inclusão. Temos casos de jogadores que poderiam virar profissionais, mas por conta da sexualidade foram excluídos”.
Como pudemos observar no decorrer deste artigo, a homofobia ainda persiste. Entretanto, com mudanças, debates e lutas pela inclusão da diversidade no mundo do futebol, as coisas podem mudar. Aproveite agora e procure um site de apostas online para dar os seus palpites!


