Gre-Nal 435: quem chega mais pressionado para o clássico? Comentaristas opinam

Primeiro clássico da temporada acontece no sábado, às 19h, no estádio Beira-Rio

Quando há alguma diferença técnica entre Internacional e Grêmio, no Gre-Nal as forças que dividem o Rio Grande do Sul se igualam. A expressão de que jamais existirá um favorito no clássico é repetida a cada novo embate. Mas e o tamanho da pressão pelo resultado? É igual para os dois?

Ao passo que a insatisfação aumenta sobre Alexander Medina entre colorados, os tricolores viram a direção trocar recentemente o comando técnico, com a substituição de Vagner Mancini por Roger Machado.

No Gre-Nal 435, no próximo sábado, às 19h, no Beira-Rio, os rivais seguem na luta pelas primeiras posições na fase classificatória do Gauchão. O Grêmio lidera com 17 pontos, enquanto o Inter é o terceiro colocado, com 12.

O fato de ter um time "de primeira divisão", ser o mandante, ver a possibilidade real de sair do G-4 em caso de revés, entre outros fatores, movimenta uma carga de obrigações para o lado colorado. Segundo apurou o ge, porém, o técnico e o diretor executivo Paulo Bracks gozam de prestígio com o presidente Alessandro Barcellos.

O Grêmio vem de goleada sobre o São Luiz e "anestesiado" após momentos de bom futebol na reestreia de Roger, que garantiu titulares no clássico. O início de trabalho da nova comissão técnica diminuiu a turbulência que rondava o trabalho de Vagner Mancini em ano de Série B.

Diante deste cenário, o ge perguntou a três comentaristas: qual time chega mais pressionado neste Gre-Nal e por quê? Confira as análises abaixo:

José Alberto Andrade (Grupo RBS)

"A pressão no Gre-Nal é mútua, mas o Inter chega mais pressionado porque a exigência do ano é maior. Além disso, o Grêmio, nos últimos 10 dias, fez alguma coisa para mudar e até agora deu resultado. Um jogo só já deu uma ideia de mudança. Se o Vagner Mancini fosse o técnico do Grêmio ainda, chegaria mais pressionado. O Medina, mesmo que perca, eu não acredito que vai cair. Se o Mancini jogasse o Gre-Nal e perdesse, cairia. Caiu antes até. A chegada do Roger cria uma pressão maior. A proposta do Inter é maior que a do Grêmio. Viu-se menos do Inter em relação ao que precisa mudar do que se viu no Grêmio, que tem um desafio teoricamente menor na Série B. A pressão é maior em cima do Inter, embora eu não acredite que a consequência seja uma mudança de queda do Medina".

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