Os preços internos da soja e do milho estão pressionados e acumulam queda neste mês, apontam os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo os pesquisadores, o avanço da colheita de verão no Brasil, as recentes chuvas ocorridas na Argentina e a demanda menor dos chineses, em comemoração do Ano Novo Lunar, são fatores de pressão sobre as cotações dos dois produtos.
A referência do Cepea para a soja com base no corredor de exportação de Paranaguá (PR) acumula queda de 7,61% neste mês, até a sexta-feira (27/1), quando fechou a R$ 170,39 a saca de 60 quilos. O indicador com base nos negócios no Estado do Paraná tem baixa de 6,81% no período, encerrando a última sexta-feira a R$ 164,53 a saca.
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“Em algumas regiões, os valores de negociação são os menores desde dezembro de 2021. De acordo com pesquisadores do Cepea, a queda nos preços do grão se deve também à desvalorização do dólar e à fraca demanda de indústrias brasileiras, que aguardam a evolução da colheita para realizar novas aquisições”, diz o Cepea, em nota, nesta segunda-feira.
O indicador do milho, com base em Campinas (SP), acumula baixa de 1,55% até a sexta-feira (27/1), quando fechou cotado a R$ 84,74. Os pesquisadores do Cepea explicam que o avanço da colheita de verão nas regiões produtoras do Brasil traz a expectativa de maior oferta no mercado disponível (spot). Com isso, compradores estão ausentes do mercado.
“Nos portos, o ritmo de negócios envolvendo milho para exportação diminuiu na semana passada, mas os embarques brasileiros seguem elevados, refletindo os fechamentos realizados em períodos anteriores”, destaca o Cepea, nesta segunda-feira (30/1).
A instituição destaca, com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior, que o Brasil exportou 4,22 milhões de toneladas de milho nas três primeiras semanas de janeiro. No mesmo período em 2022, os embarques haviam totalizado 2,73 milhões de toneladas.
Por Redação Globo Rural


