Maripá: Queda na arrecadação do ICMS ultrapassa meio milhão em abril

O recurso entra na conta do município toda terça-feira e é a principal fonte de receita que compõe o orçamento.

Além dos impactos na saúde pública, a pandemia do novo coronavírus também está afetando o setor econômico de todo o país. De acordo com relatório da Secretaria de Finanças, Maripá teve queda de R$ 529.981,25 na arrecadação do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) somente no mês de abril, quando comparado ao mesmo período do ano passado, o que representa perca de aproximadamente 32% na arrecadação. Destaca-se que nestes valores não foi considerada a inflação do último ano, o que aumentaria ainda mais as percas.

O recurso entra na conta do município toda terça-feira e é a principal fonte de receita que compõe o orçamento. “As percas são reflexo das medidas para impedir a disseminação da doença no país, como o fechamento dos comércios, indústrias e serviços como na área do turismo. A crise econômica não afeta apenas os grandes centros e já tem gerado impactos em nosso município, afetando diretamente no retorno do ICMS repassado pelo governo estadual”, analisa o prefeito Anderson Bento Maria.

CALAMIDADE PÚBLICA – Devido ao impacto econômico, o Governo Municipal de Maripá publicou na segunda-feira (27)- após aprovação pelo Comitê Gestor do Plano de Contingenciamento em Saúde do COVID-19 – o decreto número 83/2020, que declara Estado de Calamidade Pública em virtude dos problemas de saúde pública e econômicos gerados pelo enfrentamento da pandemia decorrente do novo coronavírus – COVID-19. O projeto já foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, juntamente com outros 46 municípios somando, agora, mais de 200 cidades em calamidade.

Segundo o prefeito Anderson Bento Maria, o decreto foi expedido de forma preventiva e não tem relação quanto ao número de casos registrados até o momento no município, mas sim devido aos efeitos econômicos causados pela pandemia para estar amparado legalmente no âmbito estadual quanto à questão fiscal. “Vivemos um momento de incertezas e não sabemos o que vai ocorrer nos próximos meses. Os impactos nas contas públicas já estão ocorrendo e precisamos prever os possíveis cenários para planejar cautelosamente as próximas ações”, explica.

A decisão considera que, em decorrência das ações emergenciais necessárias para conter a pandemia, as finanças públicas e as metas fiscais estabelecidas para o exercício poderão ser gravemente comprometidas, assim como as metas de arrecadação de tributos, pela redução da atividade econômica.

CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NO GRUPO DE WHATSAPP DO SITE PORTAL PALOTINA. SE VOCÊ JÁ ESTA EM ALGUM GRUPO NÃO A NECESSIDADE DE ENTRAR

Compartilhe