O médico Manuel Pereira Marques, acusado de ser o mandante da morte do irmão para ficar com a herança, vai a júri popular nesta quarta-feira (2), em Maringá, no norte do Paraná.
O júri está marcado para começar às 8h30. O empresário português Garcia Pereira Marques foi morto em abril 2016.
Manuel Pereira Marques, de 67 anos, é réu por homicídio qualificado.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), o médico ofereceu R$ 1 milhão para que o genro da vítima, Cosme Alexandre Bombachini, cometesse o crime.
Para o MP-PR, os irmãos disputavam uma herança de cerca de R$ 10 milhões.
Segundo o inquérito da Polícia Civil, Cosme teve a ajuda de duas mulheres para matar Garcia. O genro foi julgado em 2018 e condenado a 14 anos de prisão pelo crime. Uma das mulheres, acusada de ser a autora dos disparos que mataram a vítima, foi condenada a 20 anos de prisão.
Manuel Pereira Marques, irmão da vítima, chegou a ser preso logo após o crime, em 2016, mas foi solto em 2018 após um habeas corpus. Atualmente ele responde o crime em liberdade.
A defesa de Manuel afirmou que o réu é inocente e que isso será provado no júri.
Relembre o caso
O crime ocorreu na Avenida Mandacaru, próximo ao Jardim Monte Rei.
À época do crime, o genro da vítima fez um Boletim de Ocorrência informando que o sogro teria sido vítima de um roubo seguido de sequestro.
A Polícia Civil conseguiu imagens de câmeras de segurança da região que mostram o carro onde estariam a vítima e o genro.
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Imagens de câmeras de monitoramento mostram o empresário em um carro momentos antes de ser morto, em Maringá — Foto: Reprodução/RPC
No caminho, eles foram abordados pelas mulheres, que, segundo a polícia, forjaram um assalto. A vítima foi levada pelo grupo para uma estrada rural onde foi assassinada a tiros.
Segundo a polícia, as imagens mostram que não houve perseguição, diferente do que o genro da vítima tinha alegado.
Na conclusão do inquérito, a polícia afirmou que os Cosme e as duas mulheres tiveram participação na morte de Garcia Marques e que Manuel era o mandante do crime.


