Petrobras anunciou nesta quinta-feira (15) aumentos de R$ 0,10 no preço do diesel e de R$ 0,05 no da gasolina. Os valores reajustados estarão em vigor a partir desta sexta, onde já serão praticados nas refinarias da estatal.
O valor por litro da gasolina com a alta de quase 2%, passa a valer R$2,64. Já o diesel, com a alta de 3,7%, passa a custar R$ 2,76.
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Para se ter uma ideia do efeito sanfona ao longo do ano de 2021, basta ver os valores que os combustíveis encerraram o 2020: a gasolina era vendida a R$ 1,84, já o diesel era negociado por cerca de R$ 2 o litro.
Desde a virada do ano a gasolina subiu 43% nas refinarias, enquanto o diesel acumula alta de 36%.
“O alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros refinadores, além da Petrobras. Este mesmo equilíbrio competitivo é responsável pelas reduções de preços quando a oferta cresce no mercado internacional, como ocorrido ao longo de 2020”, justificou a estatal em nota.
Aumento às vésperas da troca de comando
O aumento chega às vésperas do novo presidente, general Joaquim Silva e Luna, assumir o posto que era de Roberto Castello Branco. A Petrobras, sob a aba de Castello Branco, chegou reajustar o valor dos combustíveis em cinco oportunidades seguidas.
O conselho de administração da estatal se reúne nesta sexta (16) e deve conduzir o nome do general da reserva Joaquim Silva e Luna, indicado por Bolsonaro ao posto. Castello Branco deixou o comando após desgaste causado justamente pelos vários reajustes realizados nos preços dos combustíveis.
O presidente Jair Bolsonaro, em dada oportunidade, argumentou que entendia pouco transparente transferir os preços do mercado internacional para os preços do combustível.
Em março, o presidente Jair Bolsonaro zerou as alíquotas da contribuição do PIS/Cofins sobre o diesel por dois meses, após pressão dos caminhoneiros em meio às sucessivas altas de combustíveis.


