Ex-jogador cearense Jardel diz que ensinou craque português a cabecear no Sporting

Bom cabeceador e craque dentro da grande área, Mário Jardel tem autoridade para falar sobre a função de camisa 9. Ao ge, o ex-atacante revela ensinamentos passados ao jovem Cristiano Ronaldo e avalia o momento da seleção brasileira.

O “Supermario” Jardel já tinha carreira consolidada na Europa quando encontrou Cristiano Ronaldo surgindo nas categorias de base do Sporting. De acordo com o ex-centroavante, o entrosamento começou nos treinamentos, com um aprendizado que o camisa 7 português levou para a carreira.

Jardel em jogo beneficente de ídolos do Fortaleza contra a Seleção Cearense Master — Foto: @kaioleandro.foto

Jardel em jogo beneficente de ídolos do Fortaleza contra a Seleção Cearense Master — Foto: @kaioleandro.foto

— Quando eu cheguei no Sporting, de Lisboa, depois de sair do Galatasaray, eu chamava ele [Cristiano Ronaldo] para treinar, colocava para cruzar a bola para mim.

Eu o chamava de juvenil: ‘Cruza, juvenil, na minha cabeça e aprende a cabecear’. Ele aprendeu, acho que aprendeu bastante, tanto é que tem quase mil gols”.

— Jardel, sobre convívio com Cristiano Ronaldo no Sporting

Jardel e Ronaldo formaram dupla ofensiva do Sporting em 17 jogos, na temporada 2002/03. O brasileiro marcou cinco gols, enquanto o jovem CR7 deixou sua marca em três oportunidades.

Cristiano Ronaldo e Jardel, em encontro na Arábia Saudita  — Foto: Reprodução/Instagram

Cristiano Ronaldo e Jardel, em encontro na Arábia Saudita — Foto: Reprodução/Instagram

Centroavantes na Seleção

O ex-atacante cearense avalia que a função de camisa 9 cabeceador está em falta na seleção brasileira. Apesar de ter sido artilheiro por onde passou, Jardel foi humilde e avalia que, mesmo no auge, teria dificuldades para conseguir vaga no atual elenco da equipe comandada por Carlo Ancelotti.

— Não seria titular, mas seria opção muito boa como reserva e tentaria resolver com bola aérea na grande área — destaca Mario Jardel.

Jardel acredita que atacante bom na bola aérea é um problema não apenas na Seleção, mas nos times brasileiros. Ele ressalta a importância do fundamento ser passado nas categorias de base para o surgimento de novos centroavantes decisivos.

— Era mais fácil jogar antigamente, porque a bola chegava mais, e nós éramos mais unidos, nos entregávamos mais — acredita o ex-jogador.

De acordo com o Mario Jardel, o futebol “moderno” de troca de passes, jogo associativo, tem sufocado a função de camisa 9. Com a evolução do esporte, o ex-centroavante ressalta que os fundamentos, como os cabeceios que ensinou ao CR7, precisam ser repassados nas categorias de base.

Jardel foi campeão da Libertadores e da Recopa Sul-Americana com o Grêmio — Foto: Paulo Franken / Arquvivo / Agência RBS

Jardel foi campeão da Libertadores e da Recopa Sul-Americana com o Grêmio — Foto: Paulo Franken / Arquvivo / Agência RBS

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