Bom cabeceador e craque dentro da grande área, Mário Jardel tem autoridade para falar sobre a função de camisa 9. Ao ge, o ex-atacante revela ensinamentos passados ao jovem Cristiano Ronaldo e avalia o momento da seleção brasileira.
O “Supermario” Jardel já tinha carreira consolidada na Europa quando encontrou Cristiano Ronaldo surgindo nas categorias de base do Sporting. De acordo com o ex-centroavante, o entrosamento começou nos treinamentos, com um aprendizado que o camisa 7 português levou para a carreira.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2026/J/i/JHgqagRweXAqMkRrqoww/v2-9667a062-3e3a-45b3-aa8c-f327a8a74c51.jpg.jpeg)
Jardel em jogo beneficente de ídolos do Fortaleza contra a Seleção Cearense Master — Foto: @kaioleandro.foto
— Quando eu cheguei no Sporting, de Lisboa, depois de sair do Galatasaray, eu chamava ele [Cristiano Ronaldo] para treinar, colocava para cruzar a bola para mim.
Eu o chamava de juvenil: ‘Cruza, juvenil, na minha cabeça e aprende a cabecear’. Ele aprendeu, acho que aprendeu bastante, tanto é que tem quase mil gols”.
— Jardel, sobre convívio com Cristiano Ronaldo no Sporting
Jardel e Ronaldo formaram dupla ofensiva do Sporting em 17 jogos, na temporada 2002/03. O brasileiro marcou cinco gols, enquanto o jovem CR7 deixou sua marca em três oportunidades.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2023/O/k/3Ju8hbQ7aEJv3LDdB4tg/whatsapp-image-2023-05-30-at-15.42.03.jpeg)
Cristiano Ronaldo e Jardel, em encontro na Arábia Saudita — Foto: Reprodução/Instagram
Centroavantes na Seleção
O ex-atacante cearense avalia que a função de camisa 9 cabeceador está em falta na seleção brasileira. Apesar de ter sido artilheiro por onde passou, Jardel foi humilde e avalia que, mesmo no auge, teria dificuldades para conseguir vaga no atual elenco da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
— Não seria titular, mas seria opção muito boa como reserva e tentaria resolver com bola aérea na grande área — destaca Mario Jardel.
Jardel acredita que atacante bom na bola aérea é um problema não apenas na Seleção, mas nos times brasileiros. Ele ressalta a importância do fundamento ser passado nas categorias de base para o surgimento de novos centroavantes decisivos.
— Era mais fácil jogar antigamente, porque a bola chegava mais, e nós éramos mais unidos, nos entregávamos mais — acredita o ex-jogador.
De acordo com o Mario Jardel, o futebol “moderno” de troca de passes, jogo associativo, tem sufocado a função de camisa 9. Com a evolução do esporte, o ex-centroavante ressalta que os fundamentos, como os cabeceios que ensinou ao CR7, precisam ser repassados nas categorias de base.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2020/8/l/Y9rXJjSWaBsvmjO2MoWg/jadrdel.jpg)
Jardel foi campeão da Libertadores e da Recopa Sul-Americana com o Grêmio — Foto: Paulo Franken / Arquvivo / Agência RBS


