Testes com pneus da Pirelli de 2023 — que serão mais frios, mantendo meta da F1 de eliminar cobertores térmicos em 2024 — desagradou fortemente aos pilotos, que estão preocupados com a segurança. Lando Norris cobrou conversa na Associação.
A decisão da Fórmula 1 de alterar a regra de aquecimento de pneus e banir os cobertores térmicos para 2024 tem alterado as rotinas dos pilotos nos últimos finais de semana. Tanto no GP dos Estados Unidos quanto no GP da Cidade do México, os dois TL2 foram dedicados aos testes com os compostos da Pirelli de 2023, que só poderão ser aquecidos até 50ºC — algo que tem desagradado bastante aos principais artistas do espetáculo.
Max Verstappen, Kevin Magnussen, Lando Norris e Valtteri Bottas foram apenas alguns dos nomes que demonstraram insatisfação com a falta de temperatura, o que naturalmente gera perda de aderência. E a mudança só faz parte de algo que já foi posto em prática este ano, na verdade: até 2021, as equipes podiam aquecer seus pneus até 100ºC; em 2022, esse número passou a ser de 70ºC.
“Não foi uma experiência agradável”, afirmou Verstappen. “Eu pilotei com os pneus de 50ºC e quase rodei ainda no pit-lane. Eu estava usando o composto mais duro, mas acho que existe algo aí. Se nós temos os cobertores, por que não usá-los? Ou você os usa totalmente, ou os elimina. Não dá para ser um meio-termo, porque nós já os temos. Não precisamos comprar novos”, reclamou o bicampeão mundial.
Para o holandês, os problemas proporcionados pela falta de temperatura nos pneus podem gerar situações perigosas para os pilotos, que sofrem com a falta de aderência e teriam uma alteração brusca no desgaste dos compostos — que estariam consideravelmente mais frios.
Fonte: João Pedro Nascimento, do Rio de Janeiro


