Os primeiros casos de ferrugem asiática da soja foram confirmados nesta última semana no Brasil, acendendo o alerta entre produtores e técnicos.
Registros em áreas de Corbélia e Terra Roxa, no Paraná, além de Itapetininga, em São Paulo, marcam o início da safra 2025/26 com a presença da doença considerada a mais severa da cultura. O Consórcio Antiferrugem divulgou os focos e reforçou a necessidade de monitoramento constante das lavouras.
No ciclo anterior, foram contabilizadas 124 ocorrências, número menor que o registrado em 2023/24, quando houve 326 notificações. A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, encontra condições favoráveis para se desenvolver em períodos de chuva frequente e temperaturas amenas, cenário que tem se repetido em diversas regiões produtoras. A doença provoca desfolha precoce e pode comprometer até 90% da produtividade quando não há controle adequado.
Especialistas alertam que o risco não se limita ao Sul do país, já que áreas do Cerrado também podem ser afetadas pelas previsões de precipitação elevada.
Diante desse quadro, a recomendação é que os agricultores intensifiquem o monitoramento e adotem aplicações preventivas de fungicidas multissítios, além de manter práticas de manejo como o vazio sanitário e a rotação de culturas.
O desafio para esta safra será equilibrar o uso eficiente de defensivos com a sustentabilidade da produção, garantindo a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.


