Inseto bem pequeno, problema bem grande. A cigarrinha, que já vinha aparecendo há algumas safras no Paraná, tomou proporções ainda maiores em 2020, exigindo gastos extras dos produtores. Em 2019, as perdas foram pontuais, mas este ano o diferencial é o alto percentual de cigarrinhas infectadas, segundo Enoir Pellizzaro, supervisor agronômico da C.Vale. Plantas de milho tiguera em meio a lavouras de soja serviram de abrigo e alimento à cigarrinha. O inseto também se esconde nas matas que margeiam as plantações.
A cigarrinha põe seus ovos nas folhas ou no cartucho do milho e se reproduz rapidamente, principalmente em períodos de altas temperaturas. Transmite uma bactéria da classe dos molicutes que causa o entupimento dos vasos condutores de seiva. A doença é chamada de enfezamento, que pode ser do tipo pálido ou vermelho. Pellizzaro explica que a planta passa a sofrer distúrbios que afetam a nutrição e, em consequência, o desenvolvimento e a produção do milho.
A cigarrinha pode transmitir o enfezamento ao milho desde a fase vegetativa até a reprodutiva. Por esse motivo, alerta Pellizzaro, o controle deve ser intensificado entre o início do desenvolvimento vegetativo e o pré-pendoamento.
O controle da doença passa pela aplicação de inseticidas a cada cinco ou seis dias, eliminação do milho tiguera, tratamento de sementes, controle biológico e, em safras futuras, pelo uso de híbridos mais tolerantes.
Medidas de controle
Eliminação de plantas tigueras de milho
Aplicação por todos os produtores da região afetada
Rotação de culturas
Tratamento de sementes
Escolha de híbridos menos sensíveis à praga


