Custos de produção da soja sobem 48% no Rio Grande do Sul

Para cobrir o desembolso de R$ 3.657,80 por hectare, serão necessárias 24,06 sacas, alta de 17,56% ante a safra passada

Os custos de produção da soja no Rio Grande do Sul, estimados em 10 de agosto de 2021, cresceram 48,45% na comparação com igual momento do ano passado. De acordo com a Federação das Cooperativas Agrícolas do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), o custo variado operacional, ou desembolso, cresceu 53,46%.

Desta forma, o número de sacas de 60 quilos necessárias para cobrir o valor é estimado em 35,58 sacas, considerando um custo de R$ 5.408,23 por hectare. Isso representa uma elevação de 13,72% em relação a 2020/21. Para cobrir o desembolso de R$ 3.657,80 por hectare, serão necessárias 24,06 sacas em 2021/22, alta de 17,56%.

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Segundo o economista da FecoAgro/RS, Tarcísio Minetto, esses números e valores são referência. “Cada produtor tem seu patamar de custos. Ele está bem organizado. Alguns adquiriram equipamentos no início do ano, quando a relação de troca era bem mais favorável do que agora. Aquele que, por ventura, ainda não adquiriu os produtos vai arcar com custo maior neste início de safra”, disse.

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O presidente da Federação gaúcha, Paulo Pires, ressaltou a importância da observação dos contratos futuros. “No ano passado, tivemos problemas, com boa parte dos produtores fechando negócios a um preço e a soja subindo muito. Mas essa é a forma de ter o conhecimento claro do custo de produção. O produtor pode e deve travar parte de sua lavoura, conforme sua decisão. Não temos dúvida de que quem comprou no primeiro semestre vai ter possibilidade de retorno muito maior. A dúvida hoje é: levando em conta a pandemia e a menor disponibilidade de matérias-primas, será que o mercado consegue entregar essas mercadorias compradas?”

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