#souagro |Pela primeira vez na história, o consumo de peixes na Semana Santa vai apresentar queda acentuada. As medidas restritivas da pandemia derrubam as vendas de peixes em 30%. A estimativa é do presidente da Aquioeste, o produtor de peixes Valcir Zanini.
A pandemia tem influenciado neste novo comportamento do consumidor. “As pessoas estão conscientes e não estão saindo de casa, evitando de ir ao mercado e à feira para adquirir os produtos”, destaca Zanini. “Esse é um ponto muito positivo em relação à evitar novos contágios, mas a economia como um todo tem sentido isso e os produtores de peixe também têm sentido na pele os reflexos causados por essas restrições”. Segundo ele, o peixe precisa ser consumido fresco e com o passar dos dias, o apelo comercial e de procura acaba ficando comprometido”.
Não fosse a pandemia, o consumo neste período seria muito maior. “Em outros tempos, as famílias se reuniam para o congraçamento, para preparar um almoço mais elaborado. Entretanto, agora, todos têm optado por um cardápio mais simples”.
Não fosse a pandemia, a ideia inclusive era a de promover uma Feira do Peixe Vivo, para estimular ainda mais o consumo e as vendas. Porém, o número de casos e infecções pelo novo coronavírus subiram, frustrando todas as expectativas em torno dessa proposta.
A Aquioeste foi fundada em 23 de abril de 2018. Conta atualmente com 48 associados e com pouco mais de 50 em fase de licença ambiental para escavar os tanques para implantação dos açudes. A associação envolve Cascavel e municípios circunvizinhos. O Instituto Emater já treinou mais de 150 produtores de peixe junto ao Sindicato Rural de Cascavel, que cedeu uma sala para a associação.
O número de associados ligados à Aquioeste no momento responde por 60 hectares de lâmina d´água, com produção estimava de 300 mil tilápias/ano. Mas segundo levantamento recente, Cascavel teria condições de ampliar essa área para 600 hectares, elevando o potencial de produção para três milhões de quilos peixes/ano.
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Produtor de peixes em uma área modelo em Cascavel, André Heitor Costi Neto, trabalha com uma média de 25 mil peixes totalizando uma média final de 15, a 16 mil quilos “Apesar da pandemia dificultar um pouco o cenário, a população tem procurado optar por produtos de qualidade”. (Vandré Dubiela)
Confira a entrevista concedida pelo piscicultor André Heitor Costi Neto ao Portal Sou Agro:


