Preços da soja para o produtor continuam em alta; veja o boletim do Deral

Os preços da soja ao produtor continuam em patamares elevados no estado do Paraná

Os preços da soja ao produtor continuam em patamares elevados no estado do Paraná. Na última semana o produtor recebeu, em média, R$ 151,47 pela saca de 60 kg de soja. No mesmo período de 2020 o valor recebido era de R$ 103,00. A valorização em um ano foi de aproximadamente 47%. Em relação à média mensal, os preços referentes a julho de 2020 foram de R$ 98,88 a saca de 60 kg. Em 2021 os valores passaram a R$ 150,76, acréscimo de 53,5%. A tendência de alta nas cotações não é novidade. Nos últimos cinco anos a valorização da oleaginosa foi superior a 155% para o produtor paranaense. Em 2017, o valor médio recebido pelo produtor foi de R$ 60,35 a saca de 60 kg, já em 2021, o preço médio de janeiro a julho foi de R$ 153,93. Produção Nacional A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou esta semana o levantamento mensal referente à produção de grãos na safra 2020/21. A produção de soja foi confirmada em aproximadamente 136 milhões de toneladas. Os principais estados produtores neste ciclo foram: Mato Grosso com 35,9 milhões de toneladas, Departamento de Economia Rural – DERAL Divisão de Conjuntura Agropecuária Divisão de Conjuntura Agropecuária do DERAL Contato: (41) 3313- 4035 *Reprodução autorizada desde que citada a fonte 2 Rio Grande do Sul com 20,8 milhões de toneladas e Paraná com 19,8 milhões de toneladas.

MILHO

Nesta semana os trabalhos da colheita de milho da segunda safra 2020/21 tornaram-se mais intensos. O relatório do Deral apontou que foram colhidos, até o momento, 22% da área estimada de 2,5 milhões de hectares para esta safra. A maioria das lavouras já está na sua fase final, a maturação. A Conab divulgou esta semana seu relatório mensal, que aponta uma produção de milho de 86 milhões de toneladas para a safra 20/21. Este volume é 15,5% menor que a safra anterior, quando atingimos a produção de 102 milhões de toneladas.

TRIGO

Os órgãos federais divulgaram atualizações sobre a safra nacional nesta semana, incluindo a perspectiva para o trigo. Ambas as instituições, IBGE e Conab, não fizeram alterações relevantes na expectativa de produção paranaense do cereal, apesar dos relatos cada vez mais frequentes sobre efeitos de geadas. Isto acontece porque ainda é muito difícil dimensionar as perdas de produtividade, apesar de ser claro que a produção será prejudicada em virtude dos danos encontrados, como branqueamento de espigas ou formação incompleta dos cachos. Segundo o relatório do Deral sobre condições e fases de lavoura, apenas 9% das áreas cultivadas começaram o enchimento de grãos (frutificação), expondo com clareza esses danos. Porém, é necessário que todas as lavouras em fase suscetível atingidas pelas geadas (mais de um terço da área do estado) cheguem a esse estágio para um melhor dimensionamento, o que deverá acontecer próximo à atualização de safra mensal, em 26 de agosto. Portanto, mesmo dez dias após as geadas, Conab e IBGE preferiram aguardar os números a serem fornecidos por este departamento, em vez de se precipitar fazendo um levantamento extemporâneo de menor qualidade. Lembramos que os dados de ambos os levantamentos federais são referentes a julho, apesar de divulgados agora. Por fim, são aguardadas duas frentes frias até o dia 26, que devem trazer umidade sem frio excessivo, e devem ajudar na mensuração do potencial de safra após sua passagem.

 

FONTE: Deral 

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