Casas de apostas estão de olho nas eleições presidenciais de 2022

Acostumadas a preparar prognósticos sobre jogos de futebol, basquete, vôlei e tênis, ou mesmo lutas de MMA e boxe, as casas de apostas desportivas com cash out que atuam no Brasil estão de olho em um outro evento

Acostumadas a preparar prognósticos sobre jogos de futebol, basquete, vôlei e tênis, ou mesmo lutas de MMA e boxe, as casas de apostas desportivas com cash out que atuam no Brasil estão de olho em um outro evento: as eleições presidenciais deste ano.

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Ainda que a regulamentação para os sites esteja incompleta e a falta de segurança jurídica seja um fator importante na presença de empresas internacionais atuando no Brasil, existem cerca de 400 plataformas que podem ser acessadas livremente pelos brasileiros na internet.

Alguns desses sites estão possibilitando apostas para quem quiser arriscar sobre o futuro presidente do Brasil. E inclusive a cotação para cada um dos principais candidatos já está sendo definida pelos sites.

Primeiro colocado nas pesquisas de intenções de voto realizadas até o momento, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva , do PT, aparece com uma odd de 1.57, na Bet365, para assumir o posto de Presidente da República, a menor dentre os candidatos. Como é o favorito, o retorno para o apostador caso o petista vença será menor.

O atual Presidente Jair Bolsonaro, do PL, vem logo na sequência com uma cotação de 2.25 para ser reeleito. Em terceiro lugar nas pesquisas, o ex-ministro Ciro Gomes, do PDT, também está presente nos sites com uma odd 67, ou seja, se apostar R$ 100 o seu retorno será de R$ 6.700.

A candidata Simone Tebet, do MDB, muito elogiada por seu desempenho no debate promovido no último domingo (28), pela TV Band, UOL, Folha de S.Paulo e TV Cultura, que está em quarto lugar nas pesquisas e não aparece nas casas de apostas. Os candidatos e as candidatas abaixo dela, por consequência, também não foram incluídos nas apostas.

Vale lembrar ainda que os sites de apostas não disponibilizaram apostas para as eleições de governador, deputados e senadores. Apenas para a disputa presidencial ao Palácio do Planalto.

A curiosa relação entre os sites de apostas e o cenário político não se dá apenas na definição de quem vai ser eleito o próximo presidente do país. O tema envolve uma ampla articulação, que pode desaguar no retorno dos jogos de azar no país, proibidos desde 1946.

O tema está sendo debatido no Congresso Nacional por meio do projeto de lei 442/1991, denominado Marco Regulatório de Jogos. Além de trazer algumas regulamentações às apostas esportivas, o projeto também autoriza cassinos físicos, bingos, jogo do bicho, entre outras práticas.

Nenhum dos presidenciáveis já se pronunciou abertamente sobre o tema. A pauta enfrenta certa resistência de uma parcela da sociedade, especialmente entre os evangélicos. Bolsonaro, por exemplo, já afirmou que pode vetar o projeto de lei caso ele passe no Congresso.

A proposta teve o texto-base aprovado pela Câmara dos Deputados em fevereiro e, desde então, está parado no Senado. Na última semana, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que o tema será votado após as eleições e antes do recesso parlamentar de dezembro.

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