Sob o céu encoberto pelas nuvens, familiares e amigos se reuniram para dar o último adeus à menina Yasmim, em um momento de profunda comoção e silêncio.
O caixão foi levado em cima do caminhão do Corpo de Bombeiros, onde um banner com uma foto dela montada em um cavalo, também foi exposto.


Entre as homenagens da tarde deste sábado (07), cavaleiros se reuniram para participar do cortejo, lembrando da pequena que admirava os animais.
“A Yasmim é uma guerreira, é uma criança que veio para nos ensinar. Desde como tratar uma pessoa, um animal. O amor que ela tinha pelo pai e pela mãe. Uma pessoa excepcional”, contou Carla.
A Cristal era a égua de estimação da Yasmim. Ela também fez parte da despedida. O animal acompanhou o momento, sem ser montado, em uma homenagem simbólica à menina.

“É uma homenagem para prestigiar a Yasmim que foi uma guerreira, amante dos animais. A égua dela vai participar do cortejo, mas vai faltar a cavaleira”.
Eles saíram das proximidades da Capela A da Acesc, onde Yasmim estava sendo velada, e seguiram em direção ao Cemitério Cristo Redentor, para o sepultamento.

Um momento marcado por forte comoção. Durante o trajeto: orações, gestos de carinho e solidariedade.
À família e aos amigos, desejamos o conforto neste momento de dor. E à Yasmim, o descanso eterno.
Desde 2024
Há quase dois anos, a família da pequena Yasmim recorria à Justiça após ser vítima do golpe. O pedido era por medicamentos avaliados em R$ 2,4 milhões, solicitados pela família através da Justiça ao Estado, que tinham como objetivo conter o avanço do neuroblastoma, um câncer agressivo que atinge ossos e tecidos da menina.
Diagnosticada aos cinco anos, Yasmim passou por quimioterapia e transplantes, mas a doença voltou de forma mais grave, com recidiva óssea.
Parte dos remédios chegou com atraso e, de acordo com a mãe, Daniele Campos, a demora contribuiu para o agravamento da doença.
Ao longo de sete anos, a paciente passou por diversos ciclos de quimioterapia e transplantes.
Nos últimos meses, o quadro clínico evoluiu para cuidados paliativos após o avanço da doença no quadril e no fêmur, o que impossibilitou intervenções cirúrgicas.
Gabrielly Liebber | Portal Catve.com


