Conselheiros de administração estão ao lado das IAs em 2025, aponta estudo

A inteligência artificial (IA) tornou-se prioridade nos conselhos de administração das empresas brasileiras para 2025. Segundo estudo conduzido pela Ernst & Young (EY), entre outubro e novembro de 2024, a inovação e as tecnologias emergentes lideram a agenda dos colegiados.

O levantamento, que ouviu 100 conselheiros no Brasil e representantes de outros seis países da América, revelou que 75% dos entrevistados brasileiros estão mais inclinados a promover o uso dessa automação do que a focar na atenuação dos riscos associados a esse sistema.

Além disso, a pesquisa destaca que isso impulsiona mudanças estruturais nas organizações, afetando a concorrência e o relacionamento com clientes.

Regulamentação da IA no Brasil

Paralelamente, o Brasil avança na regulação do setor. Isso porque o Senado aprovou, em dezembro de 2024, o Projeto de Lei 2.338/2023, conhecido como Marco da Inteligência Artificial, e agora aguarda análise na Câmara dos Deputados.

O texto consolidou propostas legislativas anteriores e estabelece diretrizes para um uso ético e seguro da tecnologia, incluindo transparência, proteção de dados e criação de uma agência reguladora.

Nesse sentido, o Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA) será responsável pela supervisão no Brasil, sob coordenação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Companhias que descumprirem as regras poderão enfrentar penalidades, como advertências, multas de até R$ 50 milhões ou 2% do faturamento, suspensão ou proibição de uso.

A proposta classifica sistemas de alto risco, que podem causar problemas à população e à comunidade, exigindo um monitoramento mais rigoroso – por exemplo, seleção de estudantes e concessão de serviços públicos.

Algumas aplicações serão proibidas, como armas autônomas e análise preditiva de risco criminal. Além disso, determina que empresas informem publicamente os materiais usados para treinar suas IAs e remunerem os detentores de direitos autorais.

O papel dos conselheiros

Diante desse cenário, o conselho assume uma função fundamental na definição das estratégias empresariais para a IA. De acordo com artigo do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), esses agentes devem orientar a implementação do mecanismo para maximizar benefícios e minimizar ameaças.

Os conselheiros de administração, diante da graduação na área, são preparados para se atentar às mudanças regulatórias e garantir que as instituições estejam alinhadas às novas exigências legais.

Ademais, têm a missão de capacitar a equipe de gestão para lidar com os desafios e as oportunidades trazidos pela tecnologia, promovendo uma cultura organizacional aberta à inovação.

Isso porque, embora a IA possa gerar ganhos de eficiência e impulsionar novos modelos de negócio, também apresenta riscos, como viés algorítmico, vulnerabilidades cibernéticas e desafios na governança.

Expectativas

A adoção da IA nas corporações deve continuar crescendo nos próximos anos. Segundo pesquisa da Experis, divisão do ManpowerGroup, mais da metade das companhias globais já a utilizam em suas operações.

Além disso, a tendência é de expansão: até o final de 2027, 81% das grandes instituições terão integrado a tecnologia em suas atividades.

Por sua vez, o estudo “State of AI in Retail and CPG”, da Nvidia, indica que 93% das empresas planejam aumentar os investimentos em IA generativa até 2026. No próximo ano, mais da metade das organizações (51%) devem ampliar os gastos nessa área em mais de 10%. Paralelo a isso, 31% preveem um c

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