Grupos de compra e venda online se tornaram uma febre no Brasil, mas escondem um risco invisível: os golpes. Com a praticidade de negociar diretamente pelo WhatsApp, Facebook Marketplace ou OLX, muitos brasileiros encontraram uma forma fácil de vender itens usados ou comprar produtos mais baratos. No entanto, essa facilidade também atraiu criminosos, que se aproveitam da confiança e da pressa dos usuários para aplicar golpes cada vez mais sofisticados.
Segundo um relatório da Associação Brasileira de Criminologia (2024), as denúncias de fraudes em transações online cresceram 62% nos últimos dois anos, movimentando um prejuízo estimado em R$ 200 milhões. A Delegacia de Crimes Virtuais (DCiber) de São Paulo alerta que, em 40% dos casos, as vítimas são atraídas por anúncios falsos com preços irreais – como celulares de última geração por metade do valor ou animais de raça “doados” mediante taxas absurdas.
Os golpistas agem de forma organizada: criam perfis falsos, usam fotos de produtos reais (roubadas de outros anúncios) e até simulam conversas convincentes para enganar até os mais desconfiados. Muitas vítimas só percebem que caíram em um golpe quando o produto não chega ou quando o comprador some após o pagamento.
Golpes mais comuns:
- Anúncios com preços absurdamente baixos: Os golpistas anunciam produtos com valor bem abixo do valor do mercado para atrair vítimas.
- Pagamento adiantado: golpista pede depósito ou PIX antes de enviar o produto.
- Clonagem de perfis: usam contas falsas com fotos de pessoas reais para passar credibilidade.
Como identificar um golpe:
- Desconfie de preços muito abaixo do mercado.
- Verifique o histórico do vendedor (perfil criado há pouco tempo é alerta).
- Nunca clique em links recebidos por mensagem (pode ser phishing).
- Exija encontro em local público e seguro (algumas cidades têm “pontos de entrega” policiais).

