Antes, aquela tensão característica da mão do árbitro no ouvido, no comunicador com a equipe do vídeo. Mas mal soou o apito de Nestor Pitana, o último no Pacaembu, para uma festa azul, preta e branca transbordar o espaço dos visitantes para o gramado.
Foram poucos minutos para o Grêmio virar sobre o Palmeiras no início do jogo, na noite de terça-feira, segurar o 2 a 1 e chegar à terceira semifinal consecutiva de Libertadores, a 10ª da história em 19 participações.
A tradição copeira, que reverbera ainda mais desde a chegada de Renato Gaúcho, foi estendida para todo o Brasil ver em um varal alviverde. E celebrada em uma vibração fora do comum entre 2,2 mil gremistas e os jogadores, protagonistas do feito.

Melhores momentos de Palmeiras 1 x 2 Grêmio pelas quartas-de-final da Libertadores 2019
O grupo se reuniu na frente dos tricolores – alguns pendurados no alambrado – e repeti o coro de "Grêmio, Grêmio" das arquibancadas e "uh, é os guris", bordão já tradicional entre os jovens.
– Falei na preleção: o nosso torcedor tem que se sentir muito orgulhoso por tudo que esse grupo vem fazendo nos últimos anos. Nosso grupo é muito unido, fechado. Eu me sinto privilegiado de estar à frente desse grupo – apontou Renato.
A descontração de Jean Pyerre, inclusive, tomou conta no fim da partida. Depois do exame antidoping, tremendo de frio, o meia falou que quem "torceu contra" ia ter mais uma oportunidade agora.
Neste embalo, o Grêmio se tornou o maior semifinalista da Libertadores entre os brasileiros, ao lado do São Paulo. Fez a vitória de número 101 na competição, a maior diante dos clubes do país. Ganhou do Palmeiras pela primeira vez na história dentro do Pacaembu. Virou pela primeira vez uma derrota em mata-mata sofrida dentro de casa. Voltou a bater o Verdão na capital paulista depois de 11 anos.


