Quem acompanha as notícias do mercado da bola acaba se acostumando às cifras multimilionárias anunciadas a cada novo patrocínio ou parceria com times, jogadores e/ou eventos futebolísticos.
Os números estratosféricos, no entanto, causam estranheza e até indignação em muitas outras pessoas, em especial, quando as atividades dos atletas são comparadas com a de médicos e cientistas (algo bem comum em algumas rodas de conversas).
Mas, pontos de vista à parte, o fato é que, por alguma razão, quem “coloca” dinheiro no futebol, geralmente, não quer deixar de colocar.
Empresas dos mais diversos segmentos estão, há muitas décadas, dispostas a investir verdadeiras fortunas para estampar camisas de jogadores e eventos futebolísticos.
Gigantes nacionais, como os Correios, internacionais, como a Coca-Cola, digitais, como as casas de apostas, cada vez mais presentes nos uniformes, e até laboratórios farmacêuticos, como a Ache, fabricante do Desobesi, são capazes de reservar parcelas substanciais dos seus orçamentos de marketing para se fazer presente no mercado da bola.
Independentemente do segmento, não são muitas as empresas que podem afirmar que não patrocinariam nenhum clube, evento ou jogador de futebol, tendo capital para fazer isso, inclusive porque hoje, com a força e relevância das mídias sociais, fazendo com que cada jogador se torne um canal de propaganda diferente, não há uma agência de marketing digital que não indique aos seus clientes o aproveitamento do espaço desses canais.
O motivo? Dados compilados com um gerador de resumo altamente eficiente ajudarão a elucidar:
- Só em 2022, o Flamengo (time com a maior torcida do País), por exemplo, gerou mais de 867 milhões de interações em suas redes sociais no ano passado.
- Segundo a consultoria Sports Value, o mercado de marketing esportivo no Brasil movimentou cerca de R$10 bilhões em 2020.
- Uma parceria de 3 anos entre o banco Inter e o São Paulo, ajudou a instituição a sair de 100 mil correntistas para um quase 7 milhões.
- Segundo dados da Fifa, mais da metade da população mundial com mais de 4 anos de idade assistiu à copa de 2018. O público espectador foi de mais de 3,5 bilhões de pessoas durante o evento.
- Em 2022, a Copa superou o recorde de 2018 em relação ao número de espectadores nos estádios. Foram 3,4 milhões a 3 mi.
- No acumulado de 2022, entre janeiro e novembro, o futebol brasileiro alcançou 20,9 milhões de torcedores nos estádios.

