Na Alemanha, jogadores aceitam reduzir salário durante paralisação

Medida tem sido discutida como forma de aliviar caixa dos clubes durante pandemia do coronavírus

A pandemia do coronavírus tem feito com que clubes do mundo todo tenham que sentar à mesa para discutir medidas e alternativas de financiamento de medidas para diminuir o impacto econômico. A crise já afeta praticamente todas as ligas mundiais e, segundo o site apostasesportivasbonus.com, paralisou o bilionário mundo de apostas em torno do futebol.

 Capitão da seleção da Alemanha e titular do Bayern de Munique, o goleiro Manuel Neuer acredita que os jogadores profissionais devem aceitar a redução de salários durante o período de crise, como uma forma de colaborar.

– Os jogadores de futebol formam um grupo de profissionais especialmente privilegiados, por isso é evidente que temos que aceitar uma redução salarial quando for necessária. O Bayern de Munique tem cerca de mil empregados e muitos outros ligados indiretamente, em tarefas importantes. Queremos ajudá-los com esse gesto – declarou Neuer à imprensa alemã nesta quarta-feira.

Os jogadores do Bayern de Munique chegaram a um acordo com o presidente Karl-Heinz Rummenigge, e os diretores HasanSalihamidzic e diretor Oliver Kahn sobre uma redução de 20% dos salários do elenco e de profissionais do departamento de futebol. Essa medida ajudará o clube a não cortar os vencimentos de outros funcionários.

Na última terça-feira, foram os jogadores do Borussia Dortmund que aceitaram a redução salarial, também de 20%, para ajudar a minimizar o estrago econômico provocado pela pandemia do vírus da Covid-19.

O Bayern de Munique lidera o Campeonato Alemão com 55 pontos. A competição está suspensa desde o dia 16 de março e a previsão de momento é de só volte no início de maio.

Por isso, há no Brasil um movimento encabeçado pelos clubes para que os salários dos atletas, especialmente nos maiores clubes do país, seja reduzido enquanto perdurar a pandemia do coronavírus. A proposta, entretanto, tem encontrado resistência entre os jogadores, que não querem ver seus vencimentos reduzidos. 

Segundo apurou o site globo esporte, a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (FNAPF) rejeitou formalmente a proposta da Comissão Nacional dos Clubes (CNC) de redução de 25% dos salários dos jogadores durante o período de paralisação do futebol. A iniciativa tem a liderança do atual presidente do Fluminense, Marcio Bittencourt.

A entidade argumenta que a recusa na redução salarial se deve ao fato que ela não está previsto dentro da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Todas as decisões, segundo a FENAPAF, foram tomadas ouvindo sindicatos estaduais e municipais da categoria.

Em nota, a FENAPAF argumenta que "os atletas de futebol profissional do Brasil não se furtarão de colocar as suas imagens e mensagens de cuidados redobrados e atenção aos comandos das organizações de saúde, prioritariamente o isolamento social, não aglomerar e fazer constante higienização". 

 

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