Neymar pode ser o melhor do mundo, mas o coronavírus tem que deixar

Pela primeira vez desde que desembarcou na França, há três anos, Neymar está nas quartas de final da Liga dos Campeões.

Pela primeira vez desde que desembarcou na França, há três anos, Neymar está nas quartas de final da Liga dos Campeões. E, para melhorar, a presença do Paris Saint-Germain entre os oito melhores times da Europa na temporada é responsabilidade direta dele.

O camisa 10 foi o homem que decidiu o mata-mata contra o Borussia Dortmund. No primeiro jogo, fez o gol que manteve em alta as chances de sua equipe, apesar da derrota por 2 a 1. Hoje, marcou aos 28 min da etapa inicial, contagiou a torcida que se aglutinou do lado de fora do Parc-des-Princes e abriu caminho para a sobrevida parisiense na Champions.

Para melhorar sua situação, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo ainda correm risco de ficarem nas oitavas do torneio continental e não têm jogado um futebol tão brilhante assim.

A bem da verdade, ainda não pintou nesta temporada aquele candidato que parece estar acima de todos os outros na briga pelos prêmios de melhor do mundo. O cenário perfeito para Neymar.

Ainda que tenha mais cinco jogos pela frente até um possível título europeu, o brasileiro é sim alguém que pode terminar a temporada como o vencedor do The Best (Fifa) e também da Bola de Ouro (France Football).

A questão é se ainda haverá uma temporada 2019/20 para consagrar Neymar como o jogador número um do planeta.

A aglomeração de torcedores em volta do estádio do PSG durante a partida contra o Dortmund é só mais uma prova de que realizar jogos de futebol com portões fechados não é uma medida suficiente para conter o avanço do coronavírus.

Enquanto o covid-19 se espalha pelo mundo, o futebol vai dando um jeito de esticar sua sobrevivência, com partidas adiadas e (em tese) sem torcida. Mas, daqui a pouco não vai mais ter jeito: a bola vai ter que parar de rolar. Só não se sabe se por dias, semanas ou meses.

E, dependendo dos rumos dessa pandemia, Neymar pode acabar desperdiçando a melhor chance que já teve de alcançar o topo do mundo.

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