Pedro Caixinha não é mais técnico do Santos; veja retrospecto e possíveis substitutos

A oscilação vivida pelo Santos no Campeonato Paulista, somada ao início ruim no Brasileirão 2025, fez com que a passagem do técnico português Pedro Caixinha no comando da equipe fosse encerrada um dia após a derrota por 1×0 para o Fluminense, no Maracanã, pela 3ª rodada da competição nacional. 

Caixinha chegou à Vila Belmiro ainda no final de 2024 e assinou até o fim de 2026, após fazer uma campanha abaixo da crítica com o Red Bull Bragantino, que brigou contra o rebaixamento até a última rodada no Campeonato Brasileiro do ano passado. 

Retomada do “DNA ofensivo” não ocorreu como o esperado

A aposta do presidente Marcelo Teixeira foi em um perfil oposto ao do antecessor Fábio Carille, reconhecido pela preconização da defesa, voltando a apostar na base e no futebol ofensivo que caracterizam o Santos.

Mas apesar das expectativas, o português teve dificuldade de implementar sua cultura de futebol ofensivo e dinâmico, sofrendo em muitos confrontos com a dificuldade para criar jogadas — como ocorreu em seu último jogo contra o Fluminense, com o Alvinegro Praiano ficando com 40% de posse de bola e chutando somente uma vez no gol. 

Esse contexto, somado a uma defesa que também foi muito questionada, resultou na sequência de 4 jogos sem vencer (3 no Campeonato Brasileiro e 1 no mata-mata do Paulistão) que culminou na demissão. No total, Caixinha comandou o Santos por 16 partidas, ganhando 6 confrontos, empatando 3 e perdendo 7, com o time marcando 25 gols (1,56 por jogo) e sofrendo 20 (1,25) nesse período.

Apesar dos números não serem catastróficos, pesou muito a expectativa de uma plena recuperação do Santos logo no seu ano de volta à elite nacional, sobretudo com a volta de Neymar ao clube que o revelou. 

O atacante, aliás, já passou por problemas dentro e fora de campo que atrapalham sua própria retomada. Mas a diretoria avalia que só sua volta ao clube trouxe investimentos, e reforços que justificariam uma melhora mais significativa no futebol do Santos — até para tentar estender a estadia de Neymar para além do meio do ano.

Santos ouve negativas em suas primeiras sondagens

Mesmo com pouco tempo da demissão de Pedro Caixinha, o Santos já se movimentou e foi atrás de grandes técnicos para assumir a equipe, mas não obteve muito sucesso. Tite, treinador de Neymar em jogos da Seleção Brasileira por 6 anos, e Dorival Júnior, que trabalhou com o craque no início da carreira, alegaram que não querem assumir nenhum projeto no momento.

Luís Castro, técnico português que foi muito bem no Botafogo em 2023, saiu do Al-Nassr ainda em setembro, mas não deseja retornar ao futebol brasileiro. A expectativa é que o Peixe faça novas investidas pelos três nomes.

Nesse meio-tempo, um nome que é velho conhecido da torcida do Santos apareceu como opção mais viável: Jorge Sampaoli.

Demitido do Rennes, da França, desde janeiro, o argentino de 65 anos teve como seu último grande trabalho justamente o Santos em 2019, onde apresentou o futebol ofensivo e vistoso que há tempos não é visto na Vila Belmiro. Fontes apontam que, dos nomes mais conhecidos disponíveis, poderia ser o primeiro a aceitar comandar o time de imediato.

Entretanto, após abrir conversas e receber a proposta do Santos, Sampaoli recuou e decidiu não voltar ao Alvinegro Praiano. Os principais motivos seriam a desconfiança na chegada de reforços que ele julga necessário para fazer o time jogar ao seu estilo — considerando, sobretudo, o momento financeiro delicado pelo qual o clube passa.

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