Delegado da Polícia Civil é preso pela Polícia Federal durante operação em Toledo

Uma operação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira (22) terminou com a prisão preventiva de um delegado plantonista da Polícia Civil do Paraná, em Toledo, no Oeste do Estado. A ação foi conduzida por policiais federais de Foz do Iguaçu, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Civil durante o cumprimento das ordens judiciais.

O delegado investigado ingressou na Polícia Civil do Paraná após aprovação em concurso público realizado em 2022 e passou a atuar na corporação no ano seguinte. Em Toledo, ele exercia funções apenas em regime de plantão e não fazia parte do quadro de delegados titulares da cidade.

As investigações fazem parte da Operação “Pacto Violado”, deflagrada pela Polícia Federal para apurar uma suposta associação criminosa envolvida com crimes de descaminho, facilitação de descaminho e peculato.

Segundo as informações apuradas, a investigação teve início em 2023, após a prisão em flagrante de um policial civil que transportava mercadorias estrangeiras em um veículo oficial. Na ocasião, a carga apreendida foi avaliada em aproximadamente R$ 1,7 milhão.

Já em março deste ano, uma nova etapa da investigação levou à prisão de outro envolvido em São Paulo. Na ação, foi apreendida uma carga estimada em R$ 1,5 milhão.

Em nota oficial, a Polícia Civil do Paraná informou que colaborou integralmente com a operação conduzida pela Polícia Federal e destacou que a Corregedoria Geral instaurou procedimento administrativo interno para apurar a conduta do policial investigado.

O delegado-chefe da 20ª Subdivisão Policial de Toledo esclareceu que o delegado preso era oriundo de Formosa do Oeste e atuava apenas nos plantões da unidade de Toledo, sem residência fixa no município.

Conforme apurado, ele morava em Salto del Guairá, no Paraguai, e já respondia a procedimentos relacionados a suspeitas de contrabando.

Ainda segundo a Polícia Civil, informações repassadas pela própria equipe da unidade de Toledo à Corregedoria contribuíram para o avanço das investigações, demonstrando, conforme destacou a instituição, comprometimento com a legalidade e a transparência no serviço público.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal.

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