Falsos pastores aplicam golpe e furtam R$ 40 mil de idoso em Francisco Alves

Um idoso de 71 anos foi vítima de um golpe seguido de furto na zona rural de Francisco Alves, resultando em um prejuízo total de R$ 40 mil. O caso foi registrado neste sábado (06) junto à Polícia Militar.

Segundo o relato da vítima, a ação criminosa começou na manhã de sexta-feira (05), por volta das 11h, quando um homem chegou à propriedade afirmando ser pastor e benzedor. O suspeito disse que realizava trabalhos espirituais em sítios da região e chegou a simular uma bênção em frente à residência.

Após o suposto ritual, o homem passou a exigir o pagamento de R$ 2 mil pelos serviços prestados. Diante da insistência, o idoso acabou realizando o pagamento. Antes de deixar o local, o suspeito informou que retornaria no dia seguinte acompanhado de outro pastor para concluir o trabalho espiritual.

Na manhã deste sábado, por volta das 8h, o homem retornou à propriedade acompanhado de um comparsa. Os dois entraram na residência e convenceram a vítima a participar de um novo ritual. O idoso foi orientado a ir até o quintal para enterrar um objeto como parte do procedimento religioso.

Enquanto a vítima permanecia do lado de fora da casa acompanhada por um dos suspeitos, o segundo homem aproveitou a oportunidade para entrar no imóvel e furtar R$ 40 mil que estavam guardados em uma bolsa sobre uma cômoda.

Após a subtração do dinheiro, os dois autores fugiram rapidamente e tomaram rumo ignorado. A vítima informou à polícia que os suspeitos utilizavam um veículo de cor branca, com a frente rebaixada, mas não soube informar a marca ou a placa do automóvel.

A Polícia Militar realizou orientações à vítima, coletou informações sobre as características dos envolvidos e efetuou buscas na região, porém os suspeitos não foram localizados.

O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que dará sequência às investigações para identificar e responsabilizar os autores.

A orientação das autoridades é para que a população desconfie de pessoas desconhecidas que ofereçam serviços religiosos, bênçãos ou rituais mediante cobrança de dinheiro, principalmente quando solicitam acesso ao interior das residências.

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