Grupos criminosos que atuam a partir de presídios estão sendo alvo de uma megaoperação que visa cumprir 559 mandados no Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul na manhã desta segunda-feira (15).
Os alvos têm relação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), considerada a maior organização criminosa do país.
Cerca de mil policiais foram para as ruas para cumprir 304 mandados de prisão e mais 255 de busca e apreensão. Parte das buscas (92) e dos mandados de prisão (176) foi cumprida em prisões, já que dizem respeito a investigados já encarcerados.
A ação, chamada de Operação Panóptico (Convergência Nacional PR-01), é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MP-PR), em integração com as corporações da Secretaria de Segurança do Paraná (Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica).
Segundo o MP-PR, as investigações vêm sendo desenvolvidas desde o final de 2025 em todas as regiões do Paraná, com medidas deferidas por órgãos do Poder Judiciário em diversas comarcas do estado.
Veja, abaixo, as cidades dos alvos:
- Astorga (PR);
- Arapoti (PR);
- Candói (PR);
- Cascavel (PR);
- Cianorte (PR);
- Cruzeiro do Oeste (PR);
- Curitiba (PR);
- Foz do Iguaçu (PR);
- Francisco Beltrão (PR);
- Guaíra (PR);
- Guarapuava (PR);
- Irati (PR);
- Jandaia do Sul (PR);
- Laranjeiras do Sul (PR);
- Loanda (PR);
- Londrina (PR);
- Manoel Ribas (PR);
- Maringá (PR);
- Nova Londrina (PR);
- Paraíso do Norte (PR);
- Paranavaí (PR);
- Paranacity (PR);
- Piraquara (PR);
- Ponta Grossa (PR);
- Porecatu (PR);
- Prudentópolis (PR);
- Roncador (PR);
- Santo Antônio da Platina (PR);
- São José dos Pinhais (PR);
- Sarandi (PR);
- Sengés (PR);
- Telêmaco Borba (PR);
- Umuarama (PR);
- União da Vitória (PR);
- Naviraí (MS);
- Joinville (SC);
- Bauru (SP);
- Itapecerica da Serra (SP).
Segundo a Polícia Militar (PM), na região de Londrina um policial foi baleado durante o cumprimento de um mandado. Ele foi socorrido e, segundo o batalhão local, não corre risco de morrer.
O nome da operação deriva da palavra “panóptico” (na etimologia grega, “aquilo onde tudo é visto”), que teve seu uso popularizado pelo sociólogo Michel Foucault na obra Vigiar e Punir, para conceituar o sentimento de controle constante a partir de uma estrutura arquitetônica da qual é possível observar de cima uma vasta área, trazendo a percepção de uma vigilância perpétua e onipresente.
Por g1 PR e RPC


