Seleção de Tite sofreu nove gols de bola parada, a partir de escanteios, faltas e até lateral na área

Contra o Equador, time marcou após escanteio cobrado por Coutinho, com Casemiro, mas sofreu em córner em lance que envolveu o meia do Real Madrid

 

Fred não conseguiu alcançar e Félix Torres ganhou de Casemiro para marcar o gol de empate do Equador, no estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito. O gol – veja acima – custou o resultado da Seleção, que venceria sua 12ª partidas nas Eliminatórias, mas saiu apenas com empate da altitude equatoriana.

Foi o 25º gol sofrido pela equipe dirigida por Tite em 69 jogos – a Seleção não foi vazada em 68% desses jogos e a média de gols sofridos é baixa, de 0,36 por partida -, mas incomoda que seja mais um gol de bola parada – originado após bolas aéreas – sofrido pela seleção brasileira.

Sem contar pênaltis (4 gols sofridos) e falta direta (1), são nove gols a partir de escanteio (cinco deles, como o de quinta contra o Equador), faltas levantadas na área (três) e até arremesso lateral (um, contra o Peru, na vitória por 4 a 2, em Lima).

Veja alguns desses gols abaixo

Veja alguns gols sofridos pela seleção brasileira após cobranças de faltas e escanteios

O assunto foi abordado espontaneamente tanto pelo treinador, na coletiva de imprensa, como pelo goleiro Alisson, após a partida.

 

– Acabamos cedendo um gol e não era aquilo que a gente queria. Um gol de bola parada. Mas também serve de aprendizado para seguir trabalhando e melhorar nesse aspecto também – disse Alisson.

Depois de almoçar na Cidade do Galo, a seleção brasileira treina na Toca da Raposa, nesta tarde, Às 16h. Na terça-feira, às 21h30, enfrenta o Paraguai, no Mineirão. A TV Globo, o SporTV e o ge transmitem a partida ao vivo

 

O técnico fez questão de ressaltar que o gol brasileiro também saiu em cobrança de escanteio. E a estatística também é significativa a favor do time de Tite: são 25 gols de bola parada em 140 marcados pela seleção brasileira neste período com o ex-treinador do Corinthians – representa 18%.

 

Recentemente, o treinador comentou a importância desse treinamento e, claro, do estrago que gols assim podem fazer. Na Copa do Mundo da Rússia, o Brasil sofreu gol contra a Suíça em cobrança de escanteio e também, em cabeçada não intencional de Fernandinho, na eliminação para a Bélgica.

– Em torno de 25% a 30% dos gols são originados de bola parada, seja diretamente ou por rebote. O treinamento de bola parada, quando é posicional, requer um nível de concentração muito alto. É muito mais fácil fazer marcação individual. Na marcação individual, se o adversário ganhou a trajetória da bola, numa finta, você não tem cobertura. No posicional vai ter sempre algum para cobertura. Uns acreditam numa forma, outros em outra. Essas fotos mostram o que a gente acredita. Marcação mista, sim, por que tem alguns (jogadores) que bloqueiam, mas ela é basicamente posicional – comentou Tite, falando do tipo de marcação que a Seleção adota.

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