A partir desta terça-feira, 1º de abril de 2025, está oficialmente aberta a temporada de colheita, venda, transporte e armazenamento do pinhão no Paraná. A liberação segue as diretrizes do Instituto Água e Terra (IAT) e polícia ambiental, e tem como principal objetivo garantir a preservação da araucária, espécie ameaçada de extinção.
Regras para a colheita e comercialização do pinhão
Para evitar impactos ambientais negativos e proteger a fauna, a legislação ambiental determina que apenas pinhões maduros podem ser colhidos e comercializados. A coleta de sementes imaturas, ainda verdes, é proibida, pois prejudica a reprodução natural da araucária e pode comprometer a segurança alimentar dos consumidores.
A safra do pinhão normalmente se estende até junho, e sua coleta deve respeitar os ciclos naturais da árvore. Animais silvestres, desempenham um papel essencial na dispersão das sementes ao consumirem o pinhão e espalhá-lo pela floresta.
Multas e penalidades para infrações ambientais
O descumprimento das normas pode resultar em penalidades severas. Quem for flagrado comercializando pinhões imaturos estará sujeito a uma multa de R$ 300 para cada 50 quilos apreendidos. Além disso, há a possibilidade de responder por crime ambiental, conforme previsto na legislação vigente.
A fiscalização é realizada por agentes do IAT e pelo Batalhão de Polícia Ambiental – Força Verde. Denúncias sobre irregularidades podem ser feitas por meio dos telefones 0800-643-0304 ou (41) 3213-3466.
Principais cidades produtoras de pinhão no paraná
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Principais cidades produtoras de pinhão no paraná — Foto: Reprodução/Freepik
A produção de pinhão é um importante motor econômico para diversas regiões do Paraná. As cidades que mais se destacam na colheita e comercialização da semente são:
- Pinhão (maior produtor do estado);
- Turvo;
- Guarapuava;
- Prudentópolis.
A colheita e comercialização do pinhão são essenciais para a economia do Paraná, movimentando milhões anualmente. Em 2023, a atividade gerou aproximadamente R$ 22 milhões, refletindo sua importância econômica para o estado. Além disso, a produção de pinhão teve um crescimento expressivo de 28% de 2023 para 2024, evidenciando um aumento na quantidade colhida e na movimentação econômica gerada por essa safra.
Importância do consumo responsável
Além do impacto ambiental, a ingestão de pinhão imaturo pode representar riscos à saúde humana. Sementes com alta umidade favorecem a proliferação de fungos, podendo causar problemas digestivos como náuseas e constipação intestinal.
Portanto, é essencial que consumidores e comerciantes estejam atentos à procedência do pinhão, garantindo um consumo seguro e sustentável. Com o respeito às normas ambientais, é possível equilibrar a preservação da araucária com o aproveitamento econômico da safra.


