Tragédia: Nove pessoas perderam a vida em fábrica de explosivos em Quatro Barras

Em entrevista coletiva no início da noite foram confirmados nove óbitos. Sete pessoas sofreram ferimentos leves. Foto: SESP

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP) conta com mais de 50 profissionais mobilizados que seguirão atuando na área de uma explosão que ocorreu na manhã desta terça-feira (12) em uma fábrica de explosivos localizada em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba. Em entrevista coletiva no início da noite foram confirmados nove óbitos. Sete pessoas sofreram ferimentos leves.

As equipes mobilizadas são da Polícia Civil (PCPR), Polícia Militar (PMPR), Corpo de Bombeiros Militar (CBMPR) e Polícia Científica (PCP/PR), que seguirão atuando nos trabalhos de investigação.

Na entrevista coletiva realizada no local, o secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Teixeira, explicou que os trabalhos serão retomados na manhã de quarta-feira (13) às 7h, com prioridade para a identificação das vítimas que estavam no local no momento da explosão.

As equipes  Polícia Científica do Paraná (PCP) destacou quatro equipes para trabalharem diretamente nesse processo de identificação, que, segundo informações da empresa, seriam nove funcionários. Paralelamente, será dada continuidade ao trabalho de investigação das causas do acidente com ação conjunta da Polícia Civil do Paraná (PCPR) e da Polícia Científica (PCP).

“Foi um dia de muito trabalho. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) está no local desde as 6h20, poucos minutos depois de ser comunicada a explosão. Inicialmente foi feito todo o isolamento da área e o atendimento dos feridos, sempre com a ajuda da brigada da empresa. Tivemos também a ação fundamental do esquadrão Antibombas da Polícia Militar do Paraná, que criou um espaço seguro para que as buscas pudessem ser realizadas. Um trabalho que uniu todas as forças de segurança para rapidamente darem uma resposta às famílias das vítimas e a toda a sociedade”, explicou o Hudson Teixeira.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior falou sobre a tragédia. “Lamento profundamente os nove óbitos registrados na explosão em Quatro Barras, nesta terça-feira, confirmados no começo da noite. Eram trabalhadores e trabalhadoras que tinham histórias vinculadas ao Paraná. Minha solidariedade a todos os familiares e amigos. Esse é um dia triste na história do nosso Estado”.

No início na manhã, logo após o acidente, o governador determinou à Secretaria da Segurança Pública que todos os esforços fossem empenhados para atendimento à ocorrência, na localização e atendimento às vítimas e, também, para garantir a segurança no local.

O secretário destacou ainda que a empresa está colaborando diretamente nas buscas e na elucidação das causas da ocorrência. “A empresa está colaborando em todas as ações das forças de segurança, inclusive a brigada da empresa foi fundamental no processo de resfriamento da área afetada pela explosão. Infelizmente, já temos a notícia de que não há mais sobreviventes e agora o trabalho é de identificação das vítimas”, afirmou.

A explosão

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (SESP), por meio do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR) atende, na manhã desta terça-feira (12), a uma ocorrência de detonação acidental em uma fábrica de explosivos na BR-116, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A explosão nesta terça-feira (12) ocorreu por volta das 5h50. Não há mais chamas no local e equipes fazem buscas por vítimas no perímetro da explosão. 

A área está isolada e o CBMPR fez o resfriamento do local. O Esquadrão Antibombas do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da PMPR faz a varredura para garantir a segurança dos trabalhos. São nove pessoas desaparecidas e duas feridas. Não há risco de novas explosões.

O secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, está acompanhando os trabalhos no local e ressaltou que todas os esforços estão sendo realizados nas buscas, inclusive com o pedido de máxima atenção do governador Carlos Massa Ratinho Junior. 

De acordo com o secretário, todos os esforços estão sendo feitos pelas forças de segurança na busca das vítimas, inclusive com o trabalho de cães especializados em busca de pessoas. “A área da fábrica está segura e podemos tranquilizar os moradores das regiões próximas de que não há mais riscos”.

Foram deslocados um caminhão Auto Bomba Tanque e Resgate de Curitiba e um de Colombo, além de duas ambulâncias. Equipes do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) trabalham na busca pelas vítimas. Além do secretário da Segurança, o comandante-geral do CBMPR, coronel Antonio Geraldo Hiller, está no local. 

Segundo o comandante-geral do CBMPR, a brigada de incêndio da própria empresa fez logo após a explosão o combate do incêndio e isolamento da área. “Esse isolamento, combate e acionamento do Corpo de Bombeiros possibilitou que chegássemos rapidamente e com a segurança estabelecida”, destacou. “A explosão ficou concentrada em uma edificação em especial. Não existe motivo para preocupação com novas explosões. Todas as vítimas estavam no mesmo local, o que ocasionou a explosão será investigado pela Polícia Científica em parceria com a Polícia Civil, contando com o apoio da própria empresa”, afirma o comandante.

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil de Quatro Barras faz atendimento de moradores da região que tiveram casas afetadas pela onda de choque da explosão. Três equipes fazem o levantamento das consequências e apoiam as famílias.

De acordo com o coronel Hiller, a empresa atende à legislação para operar com o tipo de material que comercializa e conta com autorizações para tal. “As autorizações são bastante rígidas, acompanhadas pelos órgãos de segurança. Percebemos que a primeira resposta que a empresa deu facilitou a logística de chegada e atendimento dos bombeiros”, afirmou.

Não há previsão de duração dos trabalhos do Corpo de Bombeiros Militar no local. “Precisamos fazer a limpeza da área para proporcionar segurança às equipes de busca. É uma operação que vai durar horas, não é simples, tem uma complexidade grande”, disse o coronel Hiller.

Fonte: AEN/Pr.

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